Hoi An, no Vietnã, é um templo de charme e delicadeza

Era fim de tarde do meu primeiro dia no Vietnã e decidi fazer aquela caminhada inicial de exploração no entorno do meu hotel, o Anantara, que fica bem ao lado do Centro Histórico. Eu estava em Hoi An, uma cidade colonial tombada como Patrimônio da Humanidade pela Unesco mas pouco visitada por brasileiros – que conhecem mais as metrópoles de Hanói e Ho Chi Min (a antiga Saigon) e a fantástica baía de Halong.

 

Ruas do Old Town de Hoi An à noite (crédito Daniel Nunes/Same Same)
Ruas do Old Town de Hoi An à noite (crédito Daniel Nunes/Same Same)

 

Assim que adentrei as ruas de paralelepípedos da Old Town, a Cidade Antiga, sempre fechadas ao trânsito motorizado, já me senti entrando em uma redoma de paz. Afinal, o enxame de motocicletas que buzinam o tempo todo no Vietnã tinha ficado para trás. Aos poucos me vi cercado por casarões e sobrados preservados de quando aquele era um importante porto do Sudeste Asiático, entre os séculos 15 e 19. Hoje ocupadas por cafés, restaurantes, galerias de arte e lojas, as construções incorporaram nas decorações internas e nas fachadas um costume oriental que se tornou o símbolo de Hoi An: as lanternas coloridas. Bastou a noite ameaçar chegar e as luzes foram sendo acesas uma a uma, enchendo meu caminho de cor e magia.

 

Lanternas coloridas à venda nas ruas de Hoi An (crédito Daniel Nunes/Same Same)
Lanternas coloridas à venda nas ruas de Hoi An (crédito Daniel Nunes/Same Same)

 

O encantamento de boas-vindas estava só começando e se prolongaria pelos meus cinco dias ali. A começar pela surpresa daquele primeiro entardecer – que não tinha acabado. Quis me perder entrando em uma viela e me deparei com uma cena inesquecível. Do alto da pequena ponte que conecta o bulevar na beira do Rio Thu Bon com o mercado noturno da ilhota vizinha de An Hoi, dezenas de pessoas soltavam na correnteza umas espécies de barquinhos coloridos de papel com velas acesas.

 

Ritual de acender velas em barquinhos de papel em forma de flor de lótus (crédito Divulgação Hotel Anantara Hoi An)
Velas em barcos de papel em forma de flor de lótus (crédito Divulgação Hotel Anantara)

 

Eu já tinha visto antes algumas fotos daqueles arranjos em forma de flor de lótus flutuando entre os barcos do cais, mas acreditava se tratar de um ritual raro. No dia seguinte, meu guia Nguyen Van Trieu me explicaria: os visitantes têm repetido diariamente a cerimônia de encaminhar desejos a Buda que antes só era feita pelos nativos em datas especiais. Sorte de quem está lá na lua cheia: dizem que o comércio desliga suas luzes para que apenas as velas dos rios sejam o destaque no cenário de sonhos de Hoi An.

 

Meu ótimo guia, Nguyen Trieu (crédito Daniel Nunes/Same Same)

 

Ninguém diz exatamente quando a tradição teve início. Sabe-se apenas que o comércio fluvial no estuário do Rio Thu Bon data do século 7, quando o império do povo Cham dominava a região. “Hoi An sobreviveu incrivelmente aos muitos conflitos que o Vietnã tem vivido, ao longo da história, com países como China, Japão, França e Estados Unidos”, me contaria o guia Trieu, durante a caminhada histórica pela fascinante Old Town.

 

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A Ponte Japonesa, que aniversaria em 2017

 

A parada principal do tour, a Ponte Japonesa, por sinal, comemora 400 anos em 2017. Restrita a pedestres e com um altar a Buda em seu anexo, a ponte um dia dividiu Hoi An em chineses para um lado, japoneses para outro. E até hoje serve de fundo para as pomposas fotos dos casais de noivos da região.

 

Noivos posando para fotos: um clássico local (crédito Daniel Nunes/Same Same)
Noivos posando para fotos: um clássico local (crédito Daniel Nunes/Same Same)

 

Desde que Hoi An abriu suas portas ao turismo, nos anos 1990, quando se libertou do embargo imposto pelos Estados Unidos ao país desde a Guerra do Vietnã, antigos inimigos passaram a conviver em harmonia no ambiente cosmopolita de Hoi An.

 

Templo chinês com incenso gigantes (crédito Daniel Nunes/Same Same)
Templo chinês com incenso gigantes (crédito Daniel Nunes/Same Same)

 

Os chineses costumam constatar sua influência cultural nos muitos templos budistas. Japoneses adoram circular e fotografar sentados em algo parecido com um carrinho de bebê para adultos, sempre empurrados pela bicicleta de um vietnamita. Já os franceses se orgulham por terem inspirado a boa mesa em Hoi An. E os americanos são os campeões das encomendas de roupas sob medida nas muitas alfaiatarias da cidade.

 

Detalhe do passeio no barco do Anantara Meu ótimo guia, Nguyen Trieu (crédito Daniel Nunes/Same Same)
Detalhe do passeio no barco do Anantara (crédito Daniel Nunes/Same Same)

 

Sete em cada dez habitantes vivem do turismo, conduzindo sempre de forma doce e sorridente os visitantes em passeios de barco (os noturnos são os mais charmosos), nas pedaladas até a praia no Mar do Sul da China (a 5 quilômetros dali, cruzando arrozais) e atendendo em lojas bacanas que vendem de pôsteres originais de inspiração socialista até réplicas dos lendários barcos que ancoraram no mítico porto de Hoi An.

 

Pedalada pelas ruas rumo à praia: supercool Meu ótimo guia, Nguyen Trieu (crédito Daniel Nunes/Same Same)
Pedalada pelas ruas rumo à praia: supercool  (crédito Daniel Nunes/Same Same)

 

Eu fiz e recomendo de tudo um pouco – os passeios, as roupas, a pedalada… E, é claro, o lindo ritual das velas no rio para perpetuar a tradição.

 

Minha vez de acender velas e soltar no rio (crédito Daniel Nunes/Same Same)
Minha vez de acender velas e soltar no rio (crédito Daniel Nunes/Same Same)

 

SANTUÁRIO DE MY SON: VALE A ESTICADA

Investi um dia da minha estada em Hoi An para uma bela esticada: a visita ao Santuário de My Son. Localizada a 1 hora de Hoi An, My Son consiste em várias ruínas arqueológicas da antiga capital política e espiritual do Império Champa, do povo Cham, que habitou essas montanhas entre os séculos 4 e 13. Com pequenas torres e culto a deuses hindus, elas fazem lembrar a arquitetura de Angkor, os fantásticos templos do vizinho Camboja, e se tornaram outro Patrimônio da Humanidade vietnamita.

 

Santuário de My Son, relíquia a 1 hora de Hoi An Meu ótimo guia, Nguyen Trieu (crédito Daniel Nunes/Same Same)
Santuário de My Son, relíquia a 1 hora de Hoi An (crédito Daniel Nunes/Same Same)

 

Serviço:

Durma bem

Dúvida crucial na hora de reservar seu hotel: é melhor ficar na cidade ou na praia? Eu optei pelo Anantara Hoi An, coladinho no Centro Histórico, que fica à beira-rio e está a poucos passos das principais atrações de Hoi An.  E amei. Quem preferir o sossego e a brisa à beira-mar pode conferir a nova faceta do The Nam Hai, que em dezembro passou a integrar a seleção dos hotéis da rede Four Seasons.

Hotel Anantara Hoi An: meu abrigo à beira-rio (crédito Daniel Nunes/Same Same)

 

Coma bem

O The Morning Glory (106 Nguyen Thai Hoc St) é um clássico: amplo, mistura especialidades vietnamitas (como o cao lau, uma sopa de noodles com carne de porco) com pratos internacionais. Menor e escondido, o NU Eatary (10A Nguyen Thi Minh Khai St) comporta no máximo 20 pessoas e serve só delícias locais em ambiente caseiro.

Nu Eatary: fui duas vezes de tanto que gostei (crédito Daniel Nunes/Same Same)
Nu Eatary: fui duas vezes de tanto que gostei (crédito Daniel Nunes/Same Same)

 

Para uma experiência ímpar, tome um chá em silêncio no Reaching Out e seja servido pelo simpático staff só de moças surdas-mudas.

Reaching Out, o chá das surdas mudas: experiência inesquecível
Reaching Out, o chá das surdas mudas: experiência inesquecível

 

Viaje bem

Não existem voos diretos entre Brasil e Vietnã. A rota mais corriqueira é via Bangkok, na Tailândia, servida por várias companhias aéreas brasileiras. Da capital tailandesa, sim, voa-se, sem escalas em voos de 1h40, à Danang, cidade a 30 quilômetros de Hoi An. A viagem pelo Vietnã pode ser incrementada se incluir Hanoi, Halong Bay e Ho Chi Min.

Comércio local: tudo cheio de graça (crédito Daniel Nunes/Same Same)
Comércio local de roupas: tudo cheio de graça (crédito Daniel Nunes/Same Same)

 

Código de ética Same Same: o jornalista Daniel Nunes viajou ao Vietnã por sua conta e pagou suas despesas em Hoi An de transporte, alimentação e passeios. A hospedagem no hotel Anantara Hoi An foi uma cortesia.

Encantadora para todo el siempre

Cinquenta e três anos, sete meses e onze dias. Foi esse o tempo que o apaixonado Florentino Ariza esperou, suspirando pelas ruelas estreitas de Cartagena, para conquistar o coração de sua amada Fermina Daza. Não havia cenário mais apropriado que esta cidadela cercada por muralhas de 400 anos para o romance O Amor nos Tempos do Cólera, clássico da literatura escrito pelo colombiano Gabriel García Márquez. Com sobrados e chão de pedra, varandas forradas por primaveras e praças arborizadas onde casais namoram diante das igrejas, Cartagena seduz por essa sensação de que o tempo não precisa passar. É como se tudo ali, das muralhas aos amores, fosse feito para durar.

 

Quem desembarca no aeroporto local, depois de 1 hora de voo desde Bogotá, costuma ter uma impressão menos floreada. O que se vê é uma metrópole portuária de 1,1 milhão de habitantes, com arranha-céus de até 48 andares à beira-mar, obras por todo lado e contêineres sobrepostos entre os navios do porto mais importante do país. A cor do Mar do Caribe, que se choca com o calçadão da Avenida Santander (que faz lembrar o Malecón da Havana de Cuba), também não é aquele azul-turquesa dos nossos sonhos. Mas basta se acercar dos seus 13 quilômetros de muros para sentir o encantamento e começar a acreditar que aquele universo foi acondicionado em uma redoma invisível. Parece até mais um capítulo de realismo mágico dos livros do velho Gabo, ele próprio dono de uma mansão diante da parte interna dos paredões. O táxi amarelo cruza um dos portões e… pirlimpimpim! Entramos em um conto de fadas. Ou de marujos, piratas e amantes.

 

Segunda cidade colombiana fundada pelos colonizadores espanhóis, Cartagena das Índias surgiu em 1533. A geografia privilegiada e a temperatura média de 30 graus, regada à buena brisa caribenha, logo a transformaram em uma das principais bases do império espanhol na América. Por seu porto entraria a mão-de-obra escrava vinda da África (até hoje, 70% da população é de origem negra) e sairia muito ouro e prata. Tanta fartura levou a cidade a ser duramente saqueada por piratas ingleses e franceses até que a muralha começasse a ser erguida, no século 16 – e concluída dois séculos depois, pouco antes da expulsão dos espanhóis.

 

Alma amuralhada

Após mais 200 anos, outra riqueza é ostentada pelas 103 ruas estreitas da encantadora Cartagena amuralhada: sua alma. Não por acaso, o lugar foi declarado Patrimônio Histórico da Humanidade pela Unesco. O progresso e o turismo têm sido recebidos com o cuidado que se deve dar a uma peça de antiquário, a um amor duradouro ou a uma joia feita com as esmeraldas encontradas na região. Senhores de boina jogam xadrez sob as árvores, atores divertem as crianças posando como estátuas vivas em praças repletas de pombinhas e senhoras de saias coloridas e cestos de frutas na cabeça ganham trocados posando para as fotos dos visitantes. Há sempre tocadores de ritmos como o vallenato e a cumbia se apresentando entre mesinhas ao ar livre na Plaza Santo Domingo. É onde está a igreja homônima, de 1552, considerada a mais antiga da cidade, além de La Gorda, escultura rechonchuda de Fernando Botero.

 

Restaurar e adaptar casarões coloniais de forma harmônica virou uma bem-vinda obsessão dos empresários locais, como se percebe na série de hotéis-butique e restaurantes inaugurados nos últimos anos. Bons exemplos são o Hard Rock Café e o renomado restaurante La Vitrola, que funcionam em belos casarões do século 16. A prática se difundiu também graças ao reconhecido curso sobre o tema ministrado a arquitetos do mundo todo nas instalações do Museu Naval Del Caribe. A construção do século 17 é frequentada por uma juventude de cabelos e roupas moderninhas que conhece de cor as melhores casas de rumba da cidade amuralhada e da vizinhança boêmia de Getsemani. Em fevereiro, a frente do museu marinho tem outro motivo para reunir gente interessante: o lugar fica diante da sede do badalado Festival de Cinema de Cartagena, que movimenta a cidade há cinquenta anos.

 

Delicada restauração

O que a estilista colombiana Silvia Tcherassi fez ao criar, no ano passado, o Tcherassi Hotel + Spa em uma construção de 250 anos, foi um primor típico da renovação cuidadosa a que tem se submetido Cartagena. Os sete quartos dão para um pátio interno com uma piscina ladeada por um jardim vertical com 3 mil plantas. O toque fashion é dado pelas funcionárias, que desfilam peças da grife que mantém uma loja de moda feminina a poucas quadras.

 

Já o cinco-estrelas Sofitel Santa Clara, apesar de ostentar 162 quartos, impressiona por manter o clima intimista neste bem restaurado convento de monjas clarissas de 1617. Suas instalações sediam eventos portentosos – como a festa do casamento do ex-piloto de F1 colombiano Juan Pablo Montoya, em 2002 –, e serviram como pano de fundo para outra obra de Garcia Márquez, Do Amor e Outros Demônios. Foi aí que o sacerdote Cayetano Delaura se apaixonou pela jovem que iria exorcizar, Sierva María de Todos los Ángeles.

 

Bem que poderiam ser extraídas de um livro de realismo fantástico as memórias verídicas do Palácio da Inquisição de Cartagena. Por trás de sua impressionante entrada barroca de pedra do século 16 funciona um museu que narra, a partir de uma dúzia de instrumentos de tortura horripilantes, como foram punidos cerca de 800 hereges que não seguiam a linha dura do tribunal do Santo Ofício católico. Já a Puerta del Reloj, entrada que dá acesso à praça onde esses escravos eram vendidos, trocou suas lembranças duras por uma realidade bem mais doce: os arcos do Portal De Los Dulces, onde caramelos típicos são vendidos em uma fileira de banquinhas de rua. Ali foram gravadas boa parte das cenas da versão cinematográfica de O Amor nos Tempos do Cólera, com os atores Javier Bardem e Giovanna Mezzogiorno interpretando os protagonistas.

 

Embora o território encantado de Cartagena se concentre entre seus muros de até 15 metros de espessura, há outros bons registros de sua história heroica do lado de fora. O Castillo de San Felipe de Barajas, que começou a ser erguido no século 17 no alto da colina vizinha de San Lázaro, organiza tours curiosos por seu complexo sistema de túneis. Em um morro ao lado, o Convento de La Popa oferece as melhores vistas para observar Cartagena de cima a partir do Convento de Nuestra Señora de La Candelária, de 1607.

 

Nenhum deles, porém, substitui o prazer de se caminhar ao lado – e até sobre – as míticas muralhas cartageneras. O ponto alto de quem flana por suas rochas seculares é o entardecer na ponta diante do oceano onde fica a filial colombiana do Café Del Mar, famoso lounge-bar da Ibiza espanhola. Mesas, balcões e tatames almofadados convidam a se largar, tomar um drinque e esperar o pôr-do-sol ao som de música eletrônica de primeira linha. Casais apaixonados estão sempre presentes – e, claro, solteiros também. Afinal, não há lugar melhor para arriscar um romance, talvez inspirado no de Florentino Ariza e Fermina Daza, do que sobre as muralhas românticas de Cartagena.

 

(BOX)

 

O melhor das ilhas do Rosário

Embora o charme de Cartagena esteja dentro de seus muros históricos, que ficam diante de praias que perdem feio para as brasileiras, a cidade acaba de ganhar, enfim, um hotel luxuoso para quem faz questão de se hospedar bem e à beira-mar. O Royal Decameron Baru (tel. 318/415 2063, www.decameron.com) foi recém-inaugurado em Baru, uma das ilhas do Rosário, normalmente conhecidas em passeios de barco por meio período. A última novidade entre os 36 hotéis da rede é acessada depois de 1 hora e meia de carro desde o aeroporto. Além das três piscinas, o resort tem spa, quatro restaurantes, uma praia particular, centro de convenções para 700 pessoas e serviço all inclusive. Até o início de 2011, estarão funcionando todos os 330 quartos com vista para o Caribe.

 

(SERVIÇO)

 

PARA FICAR

SOFITEL SANTA CLARA

(Calle Del Torno, 39-29, tel. 575/650 4700, www.hotelsantaclara.com) O mais badalado hotel da cidade antiga levou cinco anos para restaurar o convento onde funciona. Tem 162 quartos, restaurante, lounge-bar, auditório para 300 pessoas e seis salões de eventos.

 

HOTEL BOUTIQUE LA MERCED

(Centro Calle Don Sancho, 36-165, tel. 575/664 7727, www.lamercedcartagena.com) Estiloso e repleto de móveis de design, fica em um predinho do século 18. Tem até suíte avarandada com banheira de hidromassagem de frente para o mar, na mais chique das oito suítes.

 

TCHERASSI HOTEL + SPA

(Calle Del Sargento Mayor, 6-21, tel. 575/664 4445, www.tcherassihotels.com) Além dos sete quartos exclusivos, conta com o refinado restaurante Vera, de cozinha italiana, um deque com piscina na cobertura e o pequeno spa da rede espanhola Germaine de Capuccini.

 

PARA COMER

LA VITROLA

(Calle 33, 2-01, tel. 575/664 8243) Funciona em uma casa de 400 anos e leva o nome de uma relíquia musical de 1904, que fica na entrada. O chef Steven Acevedo é especialista em frutos do mar e o jantar costuma acompanhar música cubana ao vivo.

 

LA CASA DE SOCORRO

(Calle Larga, 8B-12, tel. 575/664 4658) Fica fora das muralhas e não tem luxo algum. Os salões com ornamentos de gosto duvidoso vivem lotados de locais, que buscam a verdadeira comida típica. Capricha nos frutos do mar.

 

PARA AGITAR

CAFÉ DEL MAR

(Baluarte de Santo Domingo, tel. 575/664 0506) Este é “o” lugar para se estar sobre as muralhas, especialmente no início da noite, apesar dos drinques caros. Tem bons DJs, brisa do mar, tatames com almofadas e gente bonita de todas as idades.

 

MISTER BABILLA

(Avenida Arsenal, 8B-137, tel. 575/664 7005, www.misterbabilla.com) Uma das melhores baladas desta agitada avenida no bairro de Getsemani recebe mais de mil bailadores nas rumbas animadas de sexta e sábado, e chama a atenção pelos salões exageradamente decorados.