Diante de mim existem dezenas de barquinhos com velas descendo lentamente o rio que passa sob a ponte onde estou. Anoitece aqui na charmosa cidade colonial de Hoi An, no Vietnã, que é toda decorada por lanternas coloridas. É uma cena linda, singela e romântica que todo mundo tem que ver uma vez na vida.

 

Boletim da série Tailândia e Vietnã para o programa Repórter Viageiro, da Rádio Vozes

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O blog do Same Same traz relatos dos bastidores das reportagens reproduzidas neste site portfolio. São pequenas histórias que não foram contadas nas revistas em que foram publicadas.
 
domingo, 16 novembro 2014
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Essa eu preciso compartilhar no calor da emoção. Tive sexta-feira, 14 de novembro, uma das experiências mais espetaculares nesses 10 dias de viagem-surpresa à Nova Zelândia: cheguei à boca da cratera do Whakaari, vulcão mais ativo do país, em White Island. Vai ser difícil, mas vou tentar descrever em palavras.

 

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Foi assim: estava em Rotorua, no centro da ilha norte do país, conhecida como a capital da fascinante cultura maori. Isolada no Pacífico a meia hora de vôo desde o heliponto onde embarquei, no Solitaire Lodge (o hotel que me hospedeu, integrante da rede Small Luxury Hotels of the World), a “Ilha Branca” foi assim batizada pelo navegador britânico James Cook, em 1769.

 

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O nome surgiu por causa da fumaça branca que não para de ser jogada dessa montanha verde, cheia de pássaros brancos nas rochas à beira do azulão do Pacífico. Para quem já tinha se sentido privilegiado por ter sobrevoado o vulcão Bardarbunga, da Islândia, em setembro, ter a chance de sobrevoar um vulcão de novo já tinha soado como sorte demais pra uma pessoa só. E não é que a experiência foi ainda mais fascinante?

Calma, Islândia, te amo e pra sempre vou te amar.

Mas na Nova Zelândia o acesso ao vulcão foi de helicóptero (e não de teco-teco, que tem limitações de manobras, como lá no Atlântico Norte). E, além de ver apenas do alto a vida brotando fumegante, eu pude pousar e caminhar na cratera. É ou não é pra se apaixonar?

 

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Aprendi com os maori da Nova Zelândia que a poligamia não tem nada de errado, e por isso assumo a Nova Zelândia como um novo amor – sem desmerecer os anteriores. Com motivos: em White Island, basta o helicóptero pousar para que a pessoa comece a andar em um solo por vezes fofo e que mistura cores como o amarelo do enxofre (dizem que derrete solas de tênis e prejudica lentes de câmeras), o cinza das pedras pomo, o preto da areia vulcânica da praia e um degradê do laranja ao branco que passa, acreditem, pelo verde de dentro da cratera.

 

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Sim, diferente do Bardarbunga islandês, que cuspia sua lava vermelha nas alturas do glaciar branco sem fim, o primo kiwi borbulhava uma mistura de água verde da chuva, lama cinza e solo pedregoso em meio a muita fumaça mal-cheirosa. Tivemos de usar máscaras para amenizar o desconforto do odor de enxofre – além de capacete para a eventualidade de o Sr. Whakaari cuspir alguma pedregulho na gente com a raiva que os maori dançam sua temida haka (quem já viu a performance do time de rugby neozelandês All Blacks sabe do que estou falando).

 

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Segundo o Jason, piloto da Volcanic Air e nosso guia, o magma está debaixo daquele lago assustador e só vai ser jorrado pra fora em uma eventual erupção. Enquanto isso não acontece, o Whakaari fica ali, dando show, e com fama de ser talvez o mais acessível vulcão ativo do planeta.

 

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Ficamos ali uma horinha, tocando em lindos pedaços de pedra amarela brilhante, deslumbrados com a beleza surreal do planeta, vendo os restos da mineradora que tentou extrair enxofre dali em 1914, há exatos 100 anos. E, pela segunda vez em dois meses, me comovi com a vida na Terra nascendo quente e visceral justamente ali, bem debaixo dos meus pés.

 

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Código de ética Same Same: viajei a convite do Turismo da Nova Zelândia.

Tanto as passagens aéreas quantos os hotéis, passeios e restaurantes foram patrocinados por eles.

 
terça-feira, 4 novembro 2014
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Sabem aquela viagem à Índia que fiz no início do ano como prêmio por ter tido um dos blogs mais votados em uma eleição no Facebook? O Kerala Tourism, órgão que difunde esse estado do sul indiano, acaba de lançar dois produtos que foram frutos da jornada. O livro Kerala- A Blog’s Eye View e os vídeos do Kerala Blog Express tiveram lançamento mundial nesta semana como parte da campanha convocando novos candidatos para a expedição do ano que vem. Eu falo com sotaque estranho tanto no vídeo de 2min59 quanto no de 6min54. Ambos são bacanas e diferentes do anterior, um clip dos blogueiros dançando a música Happy. Já o livro tem a reprodução que fiz em inglês de um dos posts do Same Same na época: As 17 razões pelas quais Kerala é uma doce Índia para iniciantes. Para se candidatarem ao KBE 2015, cliquem aqui.

 

 
 

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