COMO TODOS OS GRANDES VIAJANTES, EU TENHO VISTO MAIS DO QUE ME LEMBRO, E ME LEMBRO MAIS DO QUE TENHO VISTO.

 

Essper George, personagem de Benjamin Disraeli no romance Vivian Grey (1826)

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O blog do Same Same traz relatos dos bastidores das reportagens reproduzidas neste site portfolio. São pequenas histórias que não foram contadas nas revistas em que foram publicadas.
 
quarta-feira, 26 março 2014
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Em cada um dos, sei lá, vinte e tantos hotéis que nós, os 27 travelwriters do #KeralaBlogExpress, visitamos em 17 dias, fomos recebidos como marajás. Lindas indianas vestidas com sáris reluzentes vinham até o ônibus colocar colares de flores cheirosas nos nossos pescoços e pintar nossas testas – ou nossos “terceiros olhos” – com um pingo de pasta de cores vistosas como vermelho e amarelo (como é comum em vários templos hindus). Em meio ao aroma de incenso, toalhinhas umedecidas e refrigeradas chegavam na bandeja seguinte, em uma simpática iniciativa para amenizar o bafo quente da vida real sem ar-condicionado do mês de março no Sul da Índia. Leia mais…

 
quarta-feira, 19 março 2014
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Passados 9 dos 17 dias da expedição de travelbloggers do #KeralaBlogExpress, promovida pelo #KeralaTourism, já passamos pelas lindas praias de pescadores de Poovar e pelos abismos do litoral de Varkala; fizemos birdwatching pelo santuário de pássaros de Kumarakon e tentativa de tigerwatching na Periyar Tiger Reserve; e conseguimos avistar elefantes (com filhotes!), bisões, um veado e um javali no safári de barco pela região de Thekkady. Mas o passeio mais diferente – e agradável – até agora foi o do 5o e 6o dias: um minicruzeiro em um antigo barco de transporte de arroz.

 

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O hoje famoso passeio de houseboat pelas backwaters de Kerala surgiu nos anos 1990. Antes, estes barcos longos com proa em forma de cobra e belos telhados de palha trançada eram usados basicamente para o transporte do arroz produzido no interior de Kerala. Com o desenvolvimento do transporte rodoviário, o deslocamento dessa carga passou a ser amplamente feito por terra, quase exterminando um ganha-pão importante na região. Sem dinheiro até para ter uma casa, vários trabalhadores passaram a habitar as embarcações. Até que alguém teve a ideia de transformar seus barcos-casas em hospedarias turísticas.

 

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Deu certo. Hoje, mais de 800 houseboats circulam pelos canais do Lago Vembanad com viajantes interessados em observar os vilarejos, plantações de arroz, escolas e igrejas ribeirinhas. Nosso passeio partiu de Kumarakon, mesma base  de nossa hospedagem mais fina até agora (pernoitei no Coconut Lagoon, mas outros integrante do grupo dormiram no The Zuri e no Kumarakon Lake Resort  – este último, famoso por ter hospedado o Príncipe Charles e a esposa Camilla Parker-Bowles recentemente). Como tanto os barcos da Lakes e Lagoons, que nos recebeu, quanto os do Rainbow Cruises, que abrigou o restante do grupo, têm entre dois e quatro quartos, acabamos pegando um de três quartos para a Gaía, o Oscar e eu.

 

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Os quatro tripulantes nos receberam superbem, ainda que não entendessem quase nada do nosso inglês (e nem nós entendíamos o que eles tentavam dizer). Conseguimos decorar apenas o nome do de menor patente entre os quatro, o Mobil (bastava lembrar do nome do óleo….) e nos comunicamos ao melhor estilo indiano, com sorrisos, olhares e mexidinhas de cabeça (sendo que o “sim”, aqui na Índia, é dito mexendo a cabeça como em uma balança, aproximando a orelha e o ombro pra um lado e depois para o outro). Como neste país ninguém tem o hábito de falar “bom dia”, “por favor”, “desculpa” e “obrigado”, como no Ocidente, nossos sorrisos e movimentos de cabeça foram suficientes para esses dois dias.

 

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O capitão “X” topou hastear na proa a bandeirinha do Brasil que sempre levo comigo e o português virou a língua oficial do barco (algo bem relaxante depois de dias mudando a chave interna do cérebro pra se comunicar em várias línguas com colegas de 14 países). Minha caixinha de som portátil passou a tocar, pelo computador, de Caetano a Comadre Fulozinha (a banda anterior da Karina Buhr) enquanto tomávamos as três garrafas de vinho indiano depois do entardecer.  Batizamos nosso houseboat de The Brazilian Pirates Boat, apelido amplamente difundido no grupo dos travelbloggers no WhatsApp – que virou a principal ferramenta de comunicação da galera, com 140 mensagens em uma única noite (fiquei sem checar por um tempo e foi esse o número de recados que perdi…).

 

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A brisa do barco em movimento deixou a experiência ainda mais gostosa, em meio a uma paisagem que misturava as curiosas redes de pesca de estilo chinês, adotadas há séculos por aqui, com os carregadores de sacas de arroz, enchendo barcos e caminhões nas margens. Vimos espécies de van escolares aquáticas lotadas de crianças uniformizadas e que faziam festa ao nos ver. As igrejas católicas mais uma vez se mostravam com arquitetura ousada e decoração psicodélica (com luzinhas piscantes coloridas, por exemplo), inspiradas evidentemente no politeísmo original indiano.

 

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Nossas instalações eram simples mas confortáveis, embora outros colegas tenham tido mais sorte e se hospedaram em barcos refinados, alguns com dois andares. A parte dianteira, logo atrás do manche do comandante, era a do nosso convívio social, com cadeiras fofinhas e uma espécie de sofá-lounge onde ficamos esparramados conversando, vendo a paisagem, atualizando nossas redes sociais (nossos celulares todos ganharam chips locais para facilitar a comunicação). Servidas ali mesmo em uma mesa ampla, as refeições – almoço, jantar e café da manhã – também foram saborosas, com peixe fresco, curry, arroz, frutas….

 

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O ponto alto do dia foi o pôr-do-sol. Ancoramos, vários dos barcos da expedição, colados um ao outro, e começou um entra-e-sai pra visitar as casas flutuantes da vizinhança. Depois de beber, jantar e dar até uma aula fajuta de samba-no-pé pra Roxane, blogueira indiana vizinha, fomos dormir. Eu viria a sofrer com o ar-condicionado gelado (não achei o controle remoto e tive que escancarar a porta do quarto para minimizar o frio). Mas antes disso eu tinha curtido tanto ficar deitado na proa, olhando o mar de estrelas, que o frio do resto da noite virou um detalhe pouco importante no contexto.

 

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Na verdade, só não dormi na proa porque o espaço da frente, que tinha sido o nosso lounge durante o dia, se transforma no dormitório ao ar livre da tripulação durante a noite. Não dava nem pra reclamar. Embora os barcos de arroz tivessem sido nossas inesquecíveis casas por um dia, eles são na verdade o lar-doce-lar da tripulação, formada por ex-produtores de arroz. Eles, sim, são os verdadeiros moradores das fascinantes backwaters de Kerala.

 

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Código de Ética SS:

Viajei a convite do Kerala Tourism após ficar em 23o lugar entre os bloggers de viagem mais votados do mundo (entre 600 inscritos) no concurso Kerala Blog Express. Os destinos, hotéis e restaurantes ofereceram seus serviços de graça.

Esta viagem não teria acontecido sem o patrocínio da Ethiopian Airlines (www.ethiopianairlines.com), recém-chegada ao Brasil, e que bancou as passagens aéreas entre São Paulo e Mumbai, via Addis Ababa, na Etiópia.

 

 
quinta-feira, 13 março 2014
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Desde que me juntei ao grupo de convidados do Kerala Tourism, na manhã de terça-feira, dia 11, acontece tanta coisa legal que mal dá tempo de parar pra postar nada. Comecei as visitas no segundo dia oficial do #KeralaBlogExpress e tenho me apresentado aos blogueiros aos poucos (eles já estavam juntos desde o dia anterior, falarei deles mais adiante), à medida que nosso ônibus vai parando aqui e ali. Em Trivandrum, visitamos o Sri Padmanabhaswamy, mais rico templo do país (eles dizem que é do mundo, mas devem ter ignorado o Vaticano). Com 260 anos, tem acesso restrito aos hindus e tivemos que nos contentar em ver de fora as belas estátuas esculpidas no prédio.

 

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O museu Puthe Maliga Palace surpreendeu tanto pela curiosa salada arquitetônica do casarão onde funciona, o palácio dos marajás Travancore, quanto pelas obras, várias delas estrangeiras, que retratavam em grande parte o comércio de especiarias com China e Europa. 

 

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O palácio Padmanabhapuran, já em território de Tamil Nadul, todo talhado em madeira e esculpido em granito, preserva peças de 1550 e foi a base dos Travancore, que governaram o lugar por 400 anos. No terceiro dia, a quarta (12), subimos pelo litoral visitando praias lindas como Varkala, com lindos abismos voltados para o Mar da Arábia.

 

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A praia é cheia de sacerdotes dando bençãos para quem vai ao lugar jogar as cinzas de pessoas cremadas – 16 dias depois do falecimento, contou o esperto guia Manoj Vasudevan. Eu até queria ir lá ganhar um axé, mas meus novos amigos brasileiros, a Gaía e o Oscar, foram antes e rolou o incômodo por um dos gurus querer cobrar os tubos, 1500 rúpias, da Gaía. Oscar disse que só tinha 70 rúpias e acabou pagando só isso.

 

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A tarde desse terceiro dia foi das mais legais. Ao visitarmos o Welcom Hotel Ravitz, fizemos um lindo passeio de barco pelas famosas “backwaters” de Kerala, fantásticos canais de rios e lagos que dominam o interior da região. E acabamos fazendo parte da torcida quando assistimos a uma tradicional corrida de barcos compridos chamados de Snake Boat, com uns 20 remadores em cada um. Também vimos elefantes paramentados, pessoas vestidas e maquiadas como os personagens do Kathakali e, o que eu mais gostei, uma apresentação sensacional de percussão do local.

 

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Do hotel The Quilon Beach, em Kollam, onde dormimos no terceiro dia, partimos para um templo Mannarasala Sree Nagaraja, o templo das cobras. As serpentes estão por toda parte, mas não as de verdade. Esculturas de granito decoram os jardins e o muro no entorno, além de se reproduzir em formas de oferendas douradas e estátuas do Rei e da Rainha Cobra no altar principal. A dividindade representada pela cobra é procurada por mulheres que não conseguem engravidar e por famílias que levam seus bebês de seis meses, até então alimentados exclusivamente de leite materno, para sentirem pela primeira vez o paladar dos sete sabores de alimentos indianos.

 

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O templo das cobras é cercado por duas das 300 florestas sagradas de Kerala, as Deva Kadarus. O estado conseguiu preservar boa parte de sua natureza em função dessa prática religiosa de proteger seus altares por cinturões de natureza. E a beleza da natureza e dos rituais religiosos são duas das maiores preciosidades de Kerala.

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Código de Ética SS:

Viajei a convite do Kerala Tourism após ficar em 23o lugar entre os bloggers de viagem mais votados do mundo (entre 600 inscritos) no concurso Kerala Blog Express. Os destinos, hotéis e restaurantes ofereceram seus serviços de graça.

Esta viagem não teria acontecido sem o patrocínio da Ethiopian Airlines (www.ethiopianairlines.com), recém-chegada ao Brasil, e que bancou as passagens aéreas entre São Paulo e Mumbai, via Addis Ababa, na Etiópia.

 
segunda-feira, 10 março 2014
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A vida é feita de imprevistos, e a gente tem certeza disso quando viaja e tem de se adaptar a uma dose intensa de experiências de vida.

 

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Tive mais um exemplo disso hoje, ao desembarcar depois de 30 horas de viagem para o #KeralaBlogExpress e não ter ninguém me esperando no aeroporto. Foi um atraso rápido, talvez de 15 minutos, mas que durou uma eternidade para mim que fui o último a restar no saguão de desembarque do simplório aeroporto de Trivandrum (abreviatura carinhosa para o isoletrável nome da capital de #Kerala, Thiruvananthapuram). Não havia sinal de wi-fi para que eu pudesse checar se tinha recebido algum e-mail com explicação sobre o que estava acontecendo. Meu celular naturalmente não funcionava no extremo sul da Índia. E o cheio-de-good-karma adolescente que atendia na portinha de informações turísticas e se disponibilizou a ligar do seu próprio celular para meus anfitriões do @KeralaTourism recebia mensagem de que aquele número não existia (sem contar que o amigo não tinha nem um computador pra eu poder pedir pra checar meu gmail).

 

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Quando eu já sondava o preço do táxi para me levar pelos 38 km até o #Estuary IslandResort em Poova… Hare Krishna Hare Hare! Aparecem Reji e Sooraj, meus anjos da guarda hindus, com meu nome completinho escrito num ipad. Não sei quem ficou mais feliz: eu, zureta de cansaço; o Reji, motorista que estava fazendo aquele bate-e-volta pela 27a vez; ou o Sooraj, um imberbe funcionário do departamento de mídias sociais da agência #Starck, que desenvolveu para o cliente #KeralaTourism esta campanha ousada para divulgar o turismo da região mundo afora. Os dois anfitriões pegaram um baita trânsito em meio ao mar de tuc-tucs que não param de buzinar um segundo, coitados, e achavam que tinham me perdido. Justo eu, o último dos 27 blogueiros (sim, vieram dois a mais que os 25 anunciados, ainda não entendi o porquê) a desembarcar, e logo no primeiro dia dessa espécie de press trip de 17 dias com travelwriters de 14 países subindo o estado de Kerala de Sul (Trivandrum) a Norte (Kochi).

 

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Os imprevistos haviam começado cedo dessa vez. Quando, ainda em São Paulo, cheguei ao aeroporto de Guarulhos crente que estava ali duas horas antes do embarque, não havia viv’alma no check-in. Nada. Nem passageiros, tampouco funcionários da Ethiopian Airlines. Como o voo estava programado para partir 1h15 do domingo, dia 9, já achei que tinha repetido o vacilo de chegar na madrugada errada. Mas não. Eu tinha adquirido o bilhete, graças a uma cortesia incrível da Ethiopian Airlines, antes do fim do horário de verão. Ou seja: o voo partiria às 24h15, e os funcionários já estavam quase todos cuidando do embarque dos 99 passageiros – cabem 270 nos gigantescos Dreamliner Boeing 787-8 que fazem as rotas Guarulhos-Lome/Togo(7h) – Togo-Addis Abaaba/Etiópia (+5h)  e também Addis-Mumbai/Índia (+5h). A boa notícia, depois que uma atendente se materializou de repente e eu fui o último a embarcar, todo esbaforido, é que eu teria três assentos para me esparramar desmaiado na classe econômica. Eu não disse que a vida é feita de imprevistos?

 

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Mas eu contava da chegada (e isso aqui é um blog, e não um livro). Ao chegar ao hotel #EstuaryIslandResort e me deparar com a piscina de frente para um gramado com redes,  sentir a brisa do estuário e mirar a praia linda adiante, tive uma certeza: eu não iria almoçar em 15 minutos, sem tomar banho depois daquela maratona, só pra encontrar meus 26 coleguinhas no programa do primeiro dia. Assumi minhas limitações físicas e psicológicas para atitude tão guerreira e fui liberado, sem pressão contrária alguma de Reji e Sooraj, para descansar. Hare Hama, Hare Hare!

 

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A ordem foi: banho demorado em um dos 88 quartos do hotel + almoço (um sensacional ensopado de camarões ao leite de coco com arroz, no restaurante do hotel #EstuaryIslandResort à beira do estuário) + travessia de barquinho pra um banho de mar entre pescadores artesanais (me chamaram pra ajudar o barco pro mar, foi beeem roots) + 1h40 da inesquecível-enlouquecedora-relaxantíssima massagem ayurvedica neste que é o berço da medicina tradicional indiana. Foram os 140 reais mais bem pagos dessa minha encarnação, Brahma que não me deixe mentir. Além da massagem (que inclui um esfrega-esfrega na cabeça que ressuscita até uns neurônios que o stress do jornalismo tinha assassinado) e da pressão de uma espécie de bucha com ervas quentes em cada DNA da minhas células, fiz meu debut no sirodhara, aquele método em que um filete de óleo quente é derramado parece-que-por-horas no terceiro olho da sua testa. Se eu pudesse, levava o Soodish, o massagista, pra fazer isso em SP todos os dias da minha vida. Hare Om, Hare Om, Hare Om.

 

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Quando eu saio da massagem, levitando a um palmo do gramado, sou avisado de que vai começar a apresentação de Kathakali, uma tradição Keraliana que existe desde o século 2 e que assumiu sua forma de espetáculo de dança, teatro e percussão “recentemente” (para os padrões indianos), no século 17. Eu já tinha visto, à tarde, o Bijulal, o Hairi e o Prasda se maquiando, juro, por umas três horas. Mas quando eles chegaram todos paramentados, me deu vontade de indicá-los também ao Oscar de melhor figurino. Por 1h15 eles contaram, à beira do estuário, duas lendas retiradas do sagrado Mahabharatha, com direito a simulação de luta e de morte, sempre ao som-alterador-de-consciente de dois tambores e daqueles pratinhos estridentes indianos.

 

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Só no final disso tudo, quando fui para o jantar, é que finalmente conheci, ainda que rapidamente, alguns dos outros viajantes do grupo, que tinham passado o dia pra –lá-e-pra-cá visitando a região. Talvez eu tenha deixado de conhecer coisas legais – disseram que o pôr-do-sol em Kovalam Beach foi sensacional. Mas garanto que não havia forma mais prazerosa de as divindades indianas me receberem de novo na Índia, dez anos depois da primeira viagem, do que do jeito que fui bem tratado em Kerala. Namasté!

 

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Código de Ética SS:

Viajei a convite do Kerala Tourism após ficar em 23o lugar entre os bloggers de viagem mais votados do mundo (entre 600 inscritos) no concurso Kerala Blog Express. Os destinos, hotéis e restaurantes ofereceram seus serviços de graça.

Esta viagem não teria acontecido sem o patrocínio da Ethiopian Airlines (www.ethiopianairlines.com), recém-chegada ao Brasil, e que bancou as passagens aéreas entre São Paulo e Mumbai, via Addis Ababa, na Etiópia.

 
quarta-feira, 5 março 2014
banner kerala

Bem, na verdade não está tudo tão pronto assim. Falta eu finalizar alguns trabalhos para poder viajar tranquilo. Mas a mala já está quase pronta, as passagens impressas, o visto de jornalista confirmado. A partir de segunda-feira, dia 10 de março, me junto a outros 26 viajantes que chegam de várias partes do planeta para começar uma expedição de 17 dias pelo Sul da Índia. O #keralablogexpress parte de Trivandrum, no Sul, e termina em Kochi, ao Norte, passando por lugares como Kovalam e Kumarakon.

Fort Kochi (foto Kerala Tourism)

Fort Kochi (foto Kerala Tourism)

O roteiro organizado pelo #Kerala Tourism já está detalhado no site deles, o www.keralablogexpress.com, mas minha saga começa bem antes. Graças a mais uma parceria de sucesso com a Ethiopian Airlines (que tem passagens de ida e volta para a Índia por cerca de 1.000 dólares!), meu voo parte de Guarulhos para Addis Ababa, capital do país africano, e de lá eu sigo em voo direto para Mumbai. Por fim, pego outro voo regional para Trivandrum.

Kovalam (foto Kerala Tourism)

Kovalam (foto Kerala Tourism)

A primeira dobradinha que fiz com a Ethiopian, em dezembro, foi fundamental para eu ter tido o prazer de publicar seis páginas no Caderno Viagem, do Estadão, sobre o Egito, na terça, 25 de fevereiro. Dessa vez, na volta de Índia, retornarei à Etiópia com 5 noites para produzir matérias sobre o país.

Apesar de uma comunicação inicialmente meio truncada com os organizadores, a viagem à Índia começou a ficar mais clara depois do anúncio oficial dos ganhadores via twitter. Depois disso, os expedicionários já fizeram várias conexões bacanas. Do Brasil, por exemplo, seremos três representantes. Eu, pelo Same Same, o Oscar Augusto Risch Neto, que mora na Nova Zelândia e toca com o namorado Maurício o excelente www.MauOscar.com, e a Gaía Passarelli, do suculento www.gaiapassarelli.com, também louca por música e ex-VJ da MTV. Os dois já estão chegando por lá.

Kumarakon (foto Kerala Tourism)

Kumarakon (foto Kerala Tourism)

Tem muito mais gente bacana. Acompanhem no link. E não deixem de frequentar o Same Same durante todo o mês de março. Para não perderem nada, sigam também os posts curtos no Twitter @samesameblog (compartilhem!) e as fotos pelo Instagram samesamephoto. Namasté!

 

 

 
 

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