Diante de mim existem dezenas de barquinhos com velas descendo lentamente o rio que passa sob a ponte onde estou. Anoitece aqui na charmosa cidade colonial de Hoi An, no Vietnã, que é toda decorada por lanternas coloridas. É uma cena linda, singela e romântica que todo mundo tem que ver uma vez na vida.

 

Boletim da série Tailândia e Vietnã para o programa Repórter Viageiro, da Rádio Vozes

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O blog do Same Same traz relatos dos bastidores das reportagens reproduzidas neste site portfolio. São pequenas histórias que não foram contadas nas revistas em que foram publicadas.
 
quinta-feira, 28 novembro 2013
Peru-4813

Fazer a barba em lugares tradicionais é uma das minhas manias de viagem mais divertidas. Depois de quase pegar tétano com uma navalha usada na Índia e sofrer pra explicar que queria uma costeleta curta em Mianmar, entre outras aventuras perigosas, a experiência que vivi há poucos meses no Peru foi fichinha.

Eu havia acabado de pegar a credencial de imprensa para cobrir a Festa do Sol, que aconteceria no dia seguinte, e Cusco estava abarrotada. Achei que seria bacana aproveitar as boas vibrações do solstício de inverno no Hemisfério Sul para dar um tapa no visual. A placa do lugar ostentava o pomposo nome “Piero’s II Peluqueria Unisex & Barber Shop”, e lá dentro a poltrona vinho era confortável. Ficava num ambiente bem limpinho, sem aquele mar de cabelos pelo chão – tanto que o Adriano Fagundes, meu amigo fotógrafo, também encarou aparar as madeixas.

O único porém era que o Belisário Bettencourt, o barbeiro que a sorte me reservou, não estava a fim de conversa.

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quinta-feira, 21 novembro 2013
Peru-6193

Ter passado duas semanas de junho baseado em Cusco foi fundamental para notar que existem duas Festas do Sol: a dos visitantes e a dos cusquenhos. A primeira é o Inti Raymi oficial, sobre o qual você pode ler melhor no post principal desse site: são mais de 700 artistas vestidos como incas em apresentações espetaculares para quase 100.000 turistas na Plaza de Armas (a praça principal), em Qorikancha (antigo Templo do Sol e atual Convento de Santo Domingo) e em Sacsaywaman (fortaleza inca sagrada a 2 quilômetros do centro). Todos os hotéis lotam em junho para ver a reprodução da maior cerimônia dos incas, o império latino que durou dois séculos e que viu seus 3.000 anos de cultura serem dizimados pelos espanhóis em apenas quatro décadas do século 16. Já a festa do sol mais contemporânea é a do povão.

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quinta-feira, 7 novembro 2013
FOTO: Adriano Fagundes
www.adrianofagundes.com

Por estarmos entre as montanhas sagradas dos Andes peruanos em pleno dia do solstício de inverno, data sagrada para quase todos os povos tradicionais do planeta, decidimos não perder a oportunidade. Aceitamos a oferta de subir um dos morros no entorno de Espinar, no entardecer de 21 de junho, para realizar um “pago a la tierra”.

Tratava-se de uma oferenda de gratidão a Pachamama – a mãe Terra, segundo os povos andinos – e seria conduzida por Felix Encia, um autêntico “paco”, como são chamados os xamãs no Peru. Para mim e para meu amigo, o fotógrafo Adriano Fagundes, o ritual parecia auspicioso também para nosso projeto. Aquele seria o trecho inicial do livro sobre o Rio Amazonas, em que temos trabalhado intensamente nos últimos seis meses.

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