Diante de mim existem dezenas de barquinhos com velas descendo lentamente o rio que passa sob a ponte onde estou. Anoitece aqui na charmosa cidade colonial de Hoi An, no Vietnã, que é toda decorada por lanternas coloridas. É uma cena linda, singela e romântica que todo mundo tem que ver uma vez na vida.

 

Boletim da série Tailândia e Vietnã para o programa Repórter Viageiro, da Rádio Vozes

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O blog do Same Same traz relatos dos bastidores das reportagens reproduzidas neste site portfolio. São pequenas histórias que não foram contadas nas revistas em que foram publicadas.
 
segunda-feira, 7 novembro 2011

Em Madri, além de produzir a reportagem de capa da RED Report de abril e maio de 2011, fiz meu segundo vídeo para a TV TAM Nas Nuvens, canal de entretenimento de bordo da companhia. Está também no YouTube. Ainda é meio amador, mas dizem que estou melhorando. Confiram no link.

Flamenco em Madri, TV TAM NAS NUVENS, Maio/2011

 
quinta-feira, 3 novembro 2011

 

A Islândia já tinha me arrebatado de corpo e alma depois de uma semana explorando uma das ilhas mais fantásticas do planeta. Primeiro, por causas daquela paisagem que mistura vulcões, glaciares, abismos à beira-mar, gêiseres e cachoeiras – o maior deleite que um andarilho amante da natureza pode ter. Além disso, eu tinha me surpreendido com a boa energia de Reikjavík, uma capital totalmente louca especialmente em pleno verão (era julho de 2010): como o céu não escurece durante a noite, a moçada fica na balada, no claro, até 7h, 8h da manhã, tomando todas, entrando e saindo de bares que não cobram entrada. E, quando é de dia mesmo (digo, no céu e no relógio), vai todo mundo pra umas enormes piscinas públicas de água quentinha, pra repercutir a jogação da noite anterior. Mas, como se não bastasse tudo isso, eu ainda delirava com a musicalidade daquela terra, algo tão bem descrito pelo jornalista Fabio Massari no livro Estação Islândia. Além de ter show em tudo o que era pub, eu estava na terra do Sigur Rós, uma das minhas bandas do coração (tentei em vão uma entrevista com o Jónsi, líder da banda, e o namorado dele, o Alex, que tinham acabado de lançar um disco todo feito em casa, mas acabou não rolando). Mas foi na última madrugada,  1 da manhã de uma segunda-feira, que eu tive o maior presente da viagem. Estávamos lá na saideira do Bar Boston, eu e o fotógrafo Rafael Pinho – supercompanheiro de viagem que vivia na ilha havia muitos anos –, quando encosta no balcão ela: a Bjork. Sim, em carne e osso, a maior personalidade da nação, mamada no álcool. Todo mundo fingia que ela era apenas uma frequentadora qualquer. Mas este mesmo todo mundo ficava de canto de olho vendo cada movimento da baixinha. A bela cambaleava, abraçada a uma amiga e um amigo, pra lá e pra cá, do balcão pro banheiro, do banheiro pro sofá. O Rafa, que já conhecia a peça, me recomendou segurar a onda e não tietar. Dizem que ela odeia o assédio, especialmente quando está  “em casa”. Eu fiquei ali, a dois metros do maior nome da música islandesa, à espera de um comentário qualquer desses de bêbados, um sorriso, um tintim. Nada. Bjorkinha estava bem pra lá de Bagdá, de Reykjavík, da Babilônia. Valeu a experiência. Mais legal que ir a Roma e ver o Papa é ir à Islândia e ver a Deusa.

 
terça-feira, 1 novembro 2011

Nasceu! Depois de pouco mais de um ano de gestação, chega ao mundo Same Same, um espaço virtual onde meus principais trabalhos passam a ser catalogados para serem compartilhados, aos poucos, com leitores, amigos, parceiros e clientes. Quem ainda não conhecia meus escritos também é muito bem-vindo.

Same Same pode ser mais do mesmo, apenas mais um site portifólio na internet. Mas tenta ter algo diferente. Sua matéria prima básica são reportagens e textos que foram publicados em revistas, livros e guias de viagem desde 1991, vinte anos atrás, quando comecei minha carreira como jornalista. Os temas predominantes são os que me movem: viagens, atividades outdoor de risco, natureza e sustentabilidade. Todo o mais que me atrai – especialmente perfis, religião e comportamento – estão no capítulo “Outras Histórias” do menu.

O nome de batismo Same Same é uma homenagem ao prazer de experienciar a diferença cultural, combustível dos viajantes. Quem já bateu pernas pela Ásia vai entender: same same é um termo usado para identificar semelhanças como a mesma cor, a mesma roupa, a mesma comida. Quando acrescido do complemento “but different”, faz lembrar dos detalhes que nos distinguem. Viajando se aprende que somos todos iguais apesar das diferenças.

Como este é um site de textos, é isto o que você encontra clicando nas reportagens: o que escrevi, quando, em que veículo foi publicado. Fotos são basicamente ilustrativas – algumas amadoras, clicadas por mim, e outras profissionais, gentilmente cedidas por parceiros de estrada. Há ainda links para o PDF de cada matéria com o layout e as fotografias publicadas originalmente. Os únicos textos “novos” são estes da coluna Diários de Viagem, espécie de blog com bastidores das matérias.

Ah, o Same Same seria igual-igual a outros sites se não tivesse sido desenhado e programado pelo talentoso Danilo Braga, que teve a paciência de me ensinar cada ferramenta de atualização de um site. Também fez toda a diferença os pitacos dados pelas minhas amigas mais conectadas, Daniela Ramos e Fabiana Zanni. Se gostou, divulgue compartilhando no Twitter, no Linkedin, no Facebook.

Vida longa ao Same Same!

Entre, fique à vontade e obrigado pela visita.

Daniel

 
 

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