Blog é eleito para viajar para a Índia

Vejam só a grande novidade do dia: “Hi Daniel, Greetings from Kerala Tourism! Congratulations! You are one of the bloggers shortlisted from over 500 entries for the Kerala Blog Express Road Trip organized by Kerala Tourism!” É isso mesmo, pessoal. Vou pra Índia. Eu achava que já estava fora, cheguei até a publicar que não tinha sido dessa vez. Que bom que eu estava errado. Segundo o anfitrião, 25 dos 500 inscritos (eu tinha entendido que seriam só 20…) conseguiram votos suficientes para fazer parte dessa expedição de blogueiros de todo o mundo, e eu fui um deles. Agora tenho de achar uma brecha na agenda de trabalhos para passar duas semanas de março experimentando as diferenças culturais do lugar. Estive no país 10 anos atrás, em 2004, mas não conheci o Sul. Agora não vejo a hora. Muito obrigado a todos que votaram e compartilharam!

Índia, a viagem que virou lenda – Parte I

Amados amigos e queridos leitores, não vai ser dessa vez que eu vou voltar à Índia. A votação do #keralablogexpress foi encerrada na quarta, dia 15, quando eu estava na posição 23 entre os mais votados. E apenas os 20 primeiros vão embarcar na expedição de blogueiros pelas praias de #Kerala. Mas eu fiquei tão feliz e lisonjeado com a carinhosa mobilização virtual – com esse Facebook a gente pode, mesmo, mudar o mundo… – que vou cumprir, mesmo candidato derrotado, uma das minhas promessas de campanha. Compartilho aqui uma das experiências – um vexame, na verdade – que vivi na minha primeira incursão à Índia e ao vizinho Nepal, exatos 10 anos atrás. Em 2004, viajei com três amigos e passei quase 2 meses entre templos-de-todos-os-santos, banheiros sem papel higiênico e vacas desgovernadas. Tudo ia bem até que chegou o dia em que eu caí do alto do trono da minha arrogância. Continuar lendo Índia, a viagem que virou lenda – Parte I

Pedindo votos para ir a Kerala, Índia

Atenção, tripulação: termina na quarta, 15 de janeiro, a votação da #keralablogexpress para eleger os 20 blogueiros de viagem de todo o planeta que farão parte de um expedição por #Kerala, a linda região do sul da Índia. Trata-se de uma bela idéia do Departamento de Turismo de Kerala para incentivar o turismo utilizando a melhor ferramenta de divulgação de destinos da atualidade: os blogs. Seja um cabo eleitoral do Same Same! Clique em http://keralablogexpress.com/user/single_participant/8196 , dê seu voto, compartilhe pelo Facebook e convoque seus amigos a votar também!

Livro sobre Rio Amazonas está impresso

De todas as dicas que recebi de Adriano Fagundes durante as três viagens que compartilhamos em 2013 para produzir o livro Dos Andes ao Atlântico, Uma Viagem pelo Rio Amazonas – que se somaram a outras nove que ele havia encarado desde 1996 –, a mais valiosa foi a de visitar o barco horas antes do embarque. Aquele era o momento de escolher bem o lugar onde suspender nossas redes, se possível em meio à ventilação no centro do segundo andar, dando os nós a uma altura que permitisse mirar o horizonte e a uma distância confortável da cozinha, do banheiro e do motor.

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A verdadeira massagem tailandesa

Esqueça aquela idéia estereotipada que temos no Brasil sobre a massagem tailandesa. Você não será recepcionado por uma bela oriental de seios avantajados louca para se esfregar no seu corpinho. Pelo contrário. Como vai perceber quem ler a reportagem sobre os templos do bem-estar de Bangcoc, que escrevi para a revista Veja Luxo que chega as bancas nessa primeira semana de dezembro, massagem, na Tailândia, é coisa séria. Os profissionais, homens e mulheres, estudam ao menos 200 horas em uma espécie de universidade de medicina tradicional para entrar nesse mercado supercompetitivo. A clientela é farta, tanto de nativos como de estrangeiros (receber massagem é a atividade mais obrigatória que um turista deve fazer ali). Nos 10 dias que passei em Bangcoc com  a fotógrafa Andréa D’Amato, fizemos praticamente uma massagem a cada dia. Também, pudera: dá para receber uma hora de terapia por apenas 15 dólares. Normalmente, o cliente escolhe se prefere mãos de mulher ou de homem. Escolheu mulher? Como cantaria a tal Aline, prepara! Aquelas aparentemente inofensivas mãozinhas das moças tailandesas são de uma potência surpreendente. Continuar lendo A verdadeira massagem tailandesa

Cusco e outro teste da navalha

Fazer a barba em lugares tradicionais é uma das minhas manias de viagem mais divertidas. Depois de quase pegar tétano com uma navalha usada na Índia e sofrer pra explicar que queria uma costeleta curta em Mianmar, entre outras aventuras perigosas, a experiência que vivi há poucos meses no Peru foi fichinha.

Eu havia acabado de pegar a credencial de imprensa para cobrir a Festa do Sol, que aconteceria no dia seguinte, e Cusco estava abarrotada. Achei que seria bacana aproveitar as boas vibrações do solstício de inverno no Hemisfério Sul para dar um tapa no visual. A placa do lugar ostentava o pomposo nome “Piero’s II Peluqueria Unisex & Barber Shop”, e lá dentro a poltrona vinho era confortável. Ficava num ambiente bem limpinho, sem aquele mar de cabelos pelo chão – tanto que o Adriano Fagundes, meu amigo fotógrafo, também encarou aparar as madeixas.

O único porém era que o Belisário Bettencourt, o barbeiro que a sorte me reservou, não estava a fim de conversa.

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Ritual a Pachamama nos Andes

Por estarmos entre as montanhas sagradas dos Andes peruanos em pleno dia do solstício de inverno, data sagrada para quase todos os povos tradicionais do planeta, decidimos não perder a oportunidade. Aceitamos a oferta de subir um dos morros no entorno de Espinar, no entardecer de 21 de junho, para realizar um “pago a la tierra”.

Tratava-se de uma oferenda de gratidão a Pachamama – a mãe Terra, segundo os povos andinos – e seria conduzida por Felix Encia, um autêntico “paco”, como são chamados os xamãs no Peru. Para mim e para meu amigo, o fotógrafo Adriano Fagundes, o ritual parecia auspicioso também para nosso projeto. Aquele seria o trecho inicial do livro sobre o Rio Amazonas, em que temos trabalhado intensamente nos últimos seis meses.

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Em Bangcoc, no show de pompoarismo

Bastou descer do táxi na Patpong Road, a difamada rua das casas de pompoarismo de Bangcoc, para começar o assédio. Os tailandeses enfiavam na nossa cara os “menus” com uma lista de mais de uma dezena de modalidades que poderiam ser assistidas nos mundialmente famosos “ping pong shows”. Eram 23h30 de uma quinta-feira de junho de 2012, as barraquinhas de rua vendiam de vibradores gigantes a estatuetas de Buda e eu viajava com uma moça de respeito, a fotógrafa Andréa D’Amato – o que exigia um cuidado maior nesta missão delicada de visitar estas atípicas casas da luz vermelha da Tailândia. Decidimos ignorar os caras e sair andando pela feira noturna até entender como agir naquela Babel de gente, neons, música estranha e comida de rua com aparência duvidosa.

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Os monges de Luang Prabang, no Laos

Era pouco mais de 5h30 da manhã quando a fileira de vinte monges vestidos de laranja se alinhou na esquina de uma das ruas de Luang Prabang, no Laos.

Cada um tinha uma tigela na mão. À medida que os meninos – assim como o velho que seguia na frente – paravam diante de cada uma das senhoras ajoelhadas na calçada, recebiam delas uma porção de arroz, colhida com as mãos mesmo, do mesmo modo que os nativos do país fazem nos almoços e jantares. Guardada a refeição, os monges fechavam seus grandes potes e seguiam em fila indiana até a próxima doadora, fosse naquele ou no quarteirão seguinte.

Fizeram isso por uma meia hora. Foi lindo ver a fé dessas velhinhas, versões budistas das beatas cristãs, juntando as mãos em prece depois do prazer de alimentar cada rapaz. Continuar lendo Os monges de Luang Prabang, no Laos

Ilhados em New York com Irene Furacão

Times Square vazia, Quinta Avenida às moscas, ônibus e metrô parados. Foi esta a imagem-surpresa que Nova York me apresentou no sábado, 27 de agosto de 2011, no que era para ser só uma parada para troca de aeronave rumo a San Francisco. Vínhamos de São Paulo, eu e o fotógrafo Felipe Gombossy, com a missão de produzir a reportagem de capa da RED Report. Califórnia? Só na terça. As tevês mostravam todos os voos do JFK cancelados em função da chegada de Irene, o furacão. Desorientados, ouvíamos pelos auto-falantes as ameaças: em duas horas todo o transporte público seria paralisado, e não haveria forma de entrar em Manhattan. Ligamos para mais de 20 hotéis, todos lotados de náufragos aéreos como nós. Na dúvida, pegamos um táxi e voamos para Manhattan em busca de um refúgio. Se o mundo acabasse, assitiríamos a tudo ao vivo, de camarote. Continuar lendo Ilhados em New York com Irene Furacão