Same Same, But Different

Nasceu! Depois de pouco mais de um ano de gestação, chega ao mundo Same Same, um espaço virtual onde meus principais trabalhos passam a ser catalogados para serem compartilhados, aos poucos, com leitores, amigos, parceiros e clientes. Quem ainda não conhecia meus escritos também é muito bem-vindo.

Same Same pode ser mais do mesmo, apenas mais um site portifólio na internet. Mas tenta ter algo diferente. Sua matéria prima básica são reportagens e textos que foram publicados em revistas, livros e guias de viagem desde 1991, vinte anos atrás, quando comecei minha carreira como jornalista. Os temas predominantes são os que me movem: viagens, atividades outdoor de risco, natureza e sustentabilidade. Todo o mais que me atrai – especialmente perfis, religião e comportamento – estão no capítulo “Outras Histórias” do menu.

O nome de batismo Same Same é uma homenagem ao prazer de experienciar a diferença cultural, combustível dos viajantes. Quem já bateu pernas pela Ásia vai entender: same same é um termo usado para identificar semelhanças como a mesma cor, a mesma roupa, a mesma comida. Quando acrescido do complemento “but different”, faz lembrar dos detalhes que nos distinguem. Viajando se aprende que somos todos iguais apesar das diferenças.

Como este é um site de textos, é isto o que você encontra clicando nas reportagens: o que escrevi, quando, em que veículo foi publicado. Fotos são basicamente ilustrativas – algumas amadoras, clicadas por mim, e outras profissionais, gentilmente cedidas por parceiros de estrada. Há ainda links para o PDF de cada matéria com o layout e as fotografias publicadas originalmente. Os únicos textos “novos” são estes da coluna Diários de Viagem, espécie de blog com bastidores das matérias.

Ah, o Same Same seria igual-igual a outros sites se não tivesse sido desenhado e programado pelo talentoso Danilo Braga, que teve a paciência de me ensinar cada ferramenta de atualização de um site. Também fez toda a diferença os pitacos dados pelas minhas amigas mais conectadas, Daniela Ramos e Fabiana Zanni. Se gostou, divulgue compartilhando no Twitter, no Linkedin, no Facebook.

Vida longa ao Same Same!

Entre, fique à vontade e obrigado pela visita.

Daniel

Tortilhas com Zé Colmeia em Madri

Foi uma semana visitando tudo o que respirasse flamenco em Madri: tablado, escola, loja, casa de espetáculos, fabricante de guitarra… Mas quando eu e o fotógrafo Luiz Maximiano acabávamos os registros para o que seria a reportagem de capa da RED de abril e maio, corríamos para curtir a vibrante movida madrilenha. Esta foto aí é nosso autorretrato na última noite, um sábado. O lugar se chamava Maison de La Tortilla e tinha sido recomendado por minha colega Marina Lemos, ex-moradora da cidade, por ser especializado naquelas tentadoras misturas de ovos com batatas. Era uma portinha da rua detrás da Plaza Mayor. Quando entramos, nos sentimos numa gruta claustrofóbica. Despojamento total, nada de janelas, garçons uniformizados como pinguins e, nas paredes, toscas pinturas de Zé Colmeia e Catatau. Os óculos tínhamos comprado de dia, nas ruas. E as tortillas… como dá para notar pelas caras, eram as melhores que comemos na vida.