A entrevista que dei à Revista Imprensa

Há mais de 20 anos entrevisto pessoas. Recentemente, as posições têm se invertido e as pessoas também me entrevistam, como aconteceu há pouco tempo para a Revista e o Portal Imprensa, especializados em jornalismo e comunicação. A repórter Gabriela Ferigato e os colegas de sua equipe prepararam uma vasta edição especial intitulada O Turismo em pauta no Brasil, que mapeia a profissionalização desse mercado, a carreira de travel writer, o fenômeno dos blogs. Meu depoimento – com foto e tudo, para orgulho da mamãe – aparece no quadro “O leitor deve embarcar na viagem”, com depoimento também do Zizo Asnis, dos guias O Viajante. A série de matérias inclui ainda entrevistas com feras da área como o Ricardo Freire, do Viaje na Viagem, e Seth Kugel, do The New York Times. Para entender melhor esse universo, cliquem aqui.

Queimando bonecos em Galápagos

Depois de passar o pré-Natal curtindo o frio e o charme de Berlim e Viena, alterei radicalmente a bússola e o termômetro e fui passar Natal e réveillon no calor dos trópicos – mais exatamente sob a Linha do Equador. Minha primeira vez no país que dá nome à linha imaginária que divide o planeta ao meio acabou virando uma sensacional viagem de 26 dias, sendo a primeira semana dedicada a explorar o continente equatoriano e os últimos 19 dias só em Galápagos. Eu ainda vou falar bastante aqui sobre minha imersão na natureza galapagueña. Mas antes eu preciso contar como é legal curtir as festividades de fim de ano por lá – especialmente para alguém fascinado por diferença cultural como eu. Me refiro às procissões de rua chamadas Pases del Niño, no período natalino, e, no dia 31 de dezembro, à queima dos bonecos de Ano Velho e ao choro dos homens travestidos de viúvas – uma tradição curiosíssima e divertida que só existe no Equador.

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Num vulcão ativo na Nova Zelândia

Essa eu preciso compartilhar no calor da emoção. Tive sexta-feira, 14 de novembro, uma das experiências mais espetaculares nesses 10 dias de viagem-surpresa à Nova Zelândia: cheguei à boca da cratera do Whakaari, vulcão mais ativo do país, em White Island. Vai ser difícil, mas vou tentar descrever em palavras.

 

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Foi assim: estava em Rotorua, no centro da ilha norte do país, conhecida como a capital da fascinante cultura maori. Isolada no Pacífico a meia hora de vôo desde o heliponto onde embarquei, no Solitaire Lodge (o hotel que me hospedeu, integrante da rede Small Luxury Hotels of the World), a “Ilha Branca” foi assim batizada pelo navegador britânico James Cook, em 1769.

 

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O nome surgiu por causa da fumaça branca que não para de ser jogada dessa montanha verde, cheia de pássaros brancos nas rochas à beira do azulão do Pacífico. Para quem já tinha se sentido privilegiado por ter sobrevoado o vulcão Bardarbunga, da Islândia, em setembro, ter a chance de sobrevoar um vulcão de novo já tinha soado como sorte demais pra uma pessoa só. E não é que a experiência foi ainda mais fascinante?

Calma, Islândia, te amo e pra sempre vou te amar.

Mas na Nova Zelândia o acesso ao vulcão foi de helicóptero (e não de teco-teco, que tem limitações de manobras, como lá no Atlântico Norte). E, além de ver apenas do alto a vida brotando fumegante, eu pude pousar e caminhar na cratera. É ou não é pra se apaixonar?

 

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Aprendi com os maori da Nova Zelândia que a poligamia não tem nada de errado, e por isso assumo a Nova Zelândia como um novo amor – sem desmerecer os anteriores. Com motivos: em White Island, basta o helicóptero pousar para que a pessoa comece a andar em um solo por vezes fofo e que mistura cores como o amarelo do enxofre (dizem que derrete solas de tênis e prejudica lentes de câmeras), o cinza das pedras pomo, o preto da areia vulcânica da praia e um degradê do laranja ao branco que passa, acreditem, pelo verde de dentro da cratera.

 

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Sim, diferente do Bardarbunga islandês, que cuspia sua lava vermelha nas alturas do glaciar branco sem fim, o primo kiwi borbulhava uma mistura de água verde da chuva, lama cinza e solo pedregoso em meio a muita fumaça mal-cheirosa. Tivemos de usar máscaras para amenizar o desconforto do odor de enxofre – além de capacete para a eventualidade de o Sr. Whakaari cuspir alguma pedregulho na gente com a raiva que os maori dançam sua temida haka (quem já viu a performance do time de rugby neozelandês All Blacks sabe do que estou falando).

 

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Segundo o Jason, piloto da Volcanic Air e nosso guia, o magma está debaixo daquele lago assustador e só vai ser jorrado pra fora em uma eventual erupção. Enquanto isso não acontece, o Whakaari fica ali, dando show, e com fama de ser talvez o mais acessível vulcão ativo do planeta.

 

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Ficamos ali uma horinha, tocando em lindos pedaços de pedra amarela brilhante, deslumbrados com a beleza surreal do planeta, vendo os restos da mineradora que tentou extrair enxofre dali em 1914, há exatos 100 anos. E, pela segunda vez em dois meses, me comovi com a vida na Terra nascendo quente e visceral justamente ali, bem debaixo dos meus pés.

 

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Código de ética Same Same: viajei a convite do Turismo da Nova Zelândia.

Tanto as passagens aéreas quantos os hotéis, passeios e restaurantes foram patrocinados por eles.

Lançados vídeos e livro sobre Kerala

Sabem aquela viagem à Índia que fiz no início do ano como prêmio por ter tido um dos blogs mais votados em uma eleição no Facebook? O Kerala Tourism, órgão que difunde esse estado do sul indiano, acaba de lançar dois produtos que foram frutos da jornada. O livro Kerala- A Blog’s Eye View e os vídeos do Kerala Blog Express tiveram lançamento mundial nesta semana como parte da campanha convocando novos candidatos para a expedição do ano que vem. Eu falo com sotaque estranho tanto no vídeo de 2min59 quanto no de 6min54. Ambos são bacanas e diferentes do anterior, um clip dos blogueiros dançando a música Happy. Já o livro tem a reprodução que fiz em inglês de um dos posts do Same Same na época: As 17 razões pelas quais Kerala é uma doce Índia para iniciantes. Para se candidatarem ao KBE 2015, cliquem aqui.

 

Minhas onças na NatGeo de novembro

Chega às bancas nessa semana a National Geographic – Brasil de novembro, em que está publicada minha reportagem sobre os curiosos hábitos das onças-pintadas da Reserva de Mamirauá, na Amazônia. Durante os meses de cheia, os grandes felinos da floresta vivem no alto das árvores, se alimentam de espécies arborícolas e nadam quando precisam circular ou buscar mais alimentos para os filhotes. Tive a ideia da pauta em uma viagem a Mamirauá em março de 2013 – na época, para produzir uma capa para a revista RED Report. Na volta a São Paulo, propus a matéria para a National Geographic, que gostou da ideia mas me pediu para esperar. Enfim, 1 ano e 8 meses depois, o resultado do trabalho está ali. Esta é minha sexta colaboração com a NatGeo. Continuar lendo Minhas onças na NatGeo de novembro

Post sobre Kerala vai virar livro na Índia

 

“Hi Daniel! I am happy to inform you that your article As 17 melhores experiências para viver em Kerala has been shortlisted to be published in the book about Kerala Blog Express, with selected articles that were created by you bloggers.” Recebi esse e-mail com a boa notícia que um dos posts que publiquei durante a expedição de blogueiros que participei no início do ano será incluído no livro sobre o projeto. Viajei para a Índia a convite do #KeralaTourism, orgão que promove o turismo nessa região do Sul da Índia, com 26 viajantes de 14 países, durante 17 dias, após ter sido um dos três brasileiros mais votados em uma promoção do Facebook. No arquivo do Same Same (meses de fevereiro, março e abril) este e outros posts podem ser visitados por quem tiver intenção de conhecer a linda Kerala, com suas praias de sonho, campos de chá e outras tantas paisagens apaixonantes. Confiram.

Estadão publica viagem à Islândia

Querem saber como foi minha experiência vendo auroras boreais na Islândia por duas noites do mês de setembro? E como foi sobrevoar um vulcão em erupção, o Holuhraun, vendo a lava incandescente jorrar da cratera fumegante? Estas e outras histórias estão contadas na reportagem de seis páginas que assino no Caderno Viagem do Jornal O Estado de São Paulo desta terça-feira, dia 7 de outubro. Além do texto, fiz também algumas fotos – outras são da minha colega de viagem Tamy Rosele Penz. Além do espetáculo da natureza, apresento também outras surpresas da minha segunda viagem à ilha (a primeira tinha sido em 2010, pela revista RED Reportquando cruzei Björk na balada e vi o sol da meia noite), como os novos Museus do Rock e do Pênis, a opera house Harpa (que sedia o Airwaves e o Sónar, entre outros festivais musicais) e os filmes que têm sido rodados no país mais legal do mundo para viajar hoje.

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Próxima palestra será na USP

E não é que deu certo a palestra que fiz sobre jornalismo de viagem no último sábado, dia 27? Foi minha primeira vez falando em público sobre o meu ofício, eu estava bem ansioso até subir ao palco, mas depois relaxei e fiz até o público dar risada. Minha falação por duas horas encerrou a semana O Viajante, de palestras comemorando os 15 anos da editora do Zizo Asnis, autor dos Guias Criativos dos Viajantes Independentes na América do Sul e na Europa. Contei como virei um contador de histórias de viagem profissional e como começar nessa carreira. Lembrei de episódios curiosos e dei dicas de texto, de ética e de relacionamento com o trade. Mostrei fotos de quatro viagens que fiz no último ano: Egito, Etiópia, Índia e Islândia. E de como um travel writer experiente tem de se adaptar às novas tecnologias para virar um travel blogger iniciante. A boa notícia é que fui convidado para falar também para alunos da USP. Em breve divulgo a data pelo facebook.com/samesamenews. Continuar lendo Próxima palestra será na USP

Quer viajar de graça? Pergunte-me como.

Como rodar o mundo sem pagar nada e ainda ser remunerado para contar suas aventuras de viagem? Vou dar dicas de como ser um freelancer bem-sucedido na area do jornalismo de viagens no próximo sábado, dia 27, às 19h, quando darei uma palestra na Livraria Cultura do Shopping Villa-Lobos. Com o tema “Dá para ganhar a vida escrevendo sobre viagem?, a apresentação sera um be-a-bá do travel writer iniciante e encerrará o ciclo de palestras da semana O Viajante, programada para começar na segunda-feira, 22, em comemoração aos 15 anos da editora de mesmo nome. Com sede no Rio Grande do Sul, a empresa do Zizo Asnis publica guias bacanas como os Guias Criativo para O Viajante Independente na América do Sul e na Europa. Entre os outros palestrantes estão três ex-colegas de redação da saudosa revista Os Caminhos da Terra: Xavier Bartaburu, Valdemir Cunha e Klester Cavalcanti, além da querida Tamy Roselle Penz, com quem viajei pela Islândia na semana passada. Quer saber mais? Acesse www.oviajante.com  Continuar lendo Quer viajar de graça? Pergunte-me como.

Roma na capa da revista da TAM

Chegou aos aviões da TAM a edição da Revista TAM Nas Nuvens com minha reportagem sobre Roma Antiga, capa da edição de setembro. Passei a última semana de julho produzindo essa matéria sobre a Cidade Eterna com o fotógrafo Claus Lehmann. O foco da minha terceira viagem à cidade foi uma imersão em 12 séculos de história, que se pode fazer em apenas 4 dias. Visitamos basicamente relíquias do período entre a fundação cidade, em 753 a.C., até a queda do Império Romano do Ocidente, em 476 d.C. Entre as novidades, dois novos tours virtuais incríveis: um reconstrói com projeções sobre ruínas o Fórum de Augusto, primeiro imperador de Roma, exatos 2.000 anos depois de sua morte; outro faz o mesmo com mansões milenares nos subterrâneos do imperdível Palazzo Valentini. O resultado pode ser visto no site www.tamnasnuvens.com.br – e, no mês que vem, no Same Same.

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