Diante de mim existem dezenas de barquinhos com velas descendo lentamente o rio que passa sob a ponte onde estou. Anoitece aqui na charmosa cidade colonial de Hoi An, no Vietnã, que é toda decorada por lanternas coloridas. É uma cena linda, singela e romântica que todo mundo tem que ver uma vez na vida.

 

Boletim da série Tailândia e Vietnã para o programa Repórter Viageiro, da Rádio Vozes

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O blog do Same Same traz relatos dos bastidores das reportagens reproduzidas neste site portfolio. São pequenas histórias que não foram contadas nas revistas em que foram publicadas.
 
quarta-feira, 21 dezembro 2016
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O curso livre de jornalismo de viagem na Faculdade Cásper Líbero deu tão certo em 2016 que terá mais uma edição neste início de 2017. A oficina cresceu: agora terá 15 horas e se estenderá por cinco noites, de 30 de janeiro a 3 de fevereiro, sempre das 19h30 às 22h30. Voltado a estudantes de jornalismo, blogueiros de viagem, profissionais do turismo ou qualquer pessoa que goste de contar suas experiências na estrada, o curso aborda desde questões básicas como escolha de pauta e técnicas de entrevista até a difícil arte de fugir dos clichês na hora de escrever sobre turismo. A primeira edição lotou, e para o curso do verão de 2017 restam poucas vagas. Se interessou? O curso custa RS$450 e as inscrições podem ser feitas diretamente no site da Cásper.

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segunda-feira, 23 maio 2016
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Técnicas de reportagem e de texto para quem escreve sobre viagem: este será o foco principal do primeiro curso livre que darei na Faculdade Cásper Líbero, em São Paulo, em junho. Idealizado para atender tanto a alunos de jornalismo quanto a blogueiros e outros viajantes que curtem escrever, a oficina criativa vai ser uma oportunidade também pra compartilhar macetes da desafiadora experiência de trabalhar direto da estrada. A proposta é apresentar uma visão realista dessa carreira que muita gente vê como o ofício dos sonhos. Como vender uma pauta de viagem? De que forma descrever bem uma cachoeira, um hotel, uma experiência inspiradora? O convite para dar aula partiu do diretor Carlos Costa, que comandava a redação da Revista Quatro Rodas quando eu era um repórter iniciante, nos anos 1990. Vai ser legal compartilhar um pouco do que sei e de trocar ideias com outros amantes das viagens e da escrita. As aulas acontecem entre os dias 27 de junho, uma segunda-feira, e 30, quinta, sempre das 19h às 23h, ali no número 900 da Avenida Paulista. O curso custa R$360 e as inscrições podem ser feitas por aqui.

 
terça-feira, 1 dezembro 2015
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O ano de 2015 vai ficar marcado para mim como o ano em que o Sarau do Viajante ganhou o mundo. Dez anos depois dos primeiros encontros que eu fazia lá em casa, com amigos, ao retornar de viagens marcantes, vejo o Sarau atingir a maturidade. Agora, crescido, ele deixa de acontecer no ambiente da vila onde moro para ser um evento itinerante, temático, sustentável e aberto também para histórias de outros viajantes . A essência continua a mesma: trata-se de um encontro de amantes da viagem, da gastronomia e da cultura para compartilhar relatos e projeções de fotos de viagens, comendo e bebendo coisas gostosas do destino-tema e tendo acesso a performances artísticas inspiradas nesse lugar. Leia mais…

 
quarta-feira, 1 julho 2015
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Já ouviu falar dos maori? Os primeiros habitantes da Nova Zelândia e sua relação com a natureza esplendorosa desse jovem país da Oceania são os destaques da reportagem que assino na revista TAM Nas Nuvens de julho de 2015, que acaba de chegar a todos os aviões da companhia aérea. Com 9 páginas, a matéria Orgulho Maori apresenta os lugares mais especiais que visitei ao longo de 10 dias de novembro de 2014 a convite do Tourism New Zealand. Antes vista como parte de um passado ancestral, a cultura maori – como os cumprimentos feitos com o toque dos narizes e o hábito de marcar o corpo com tatuagens tribais – vive uma retomada no país. Um exemplo desse vigor está na exposição Legado Vivo, que exibirá esculturas, fotos e danças como a haka no Rio de Janeiro e em São Paulo no próximo mês de outubro. Leiam mais na TAM Nas Nuvens de julho.

 
quinta-feira, 16 abril 2015
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Toda vez que alguém me pergunta qual o lugar mais bonito onde já pisei, ele me vem à mente. Poucos cantos da Terra são tão espetaculares quanto o Parque Nacional Torres del Paine, na Patagônia chilena. Acabo de vir de uma rápida passagem por lá, em meio a um grupo de nove jornalistas convidados para conhecer o Hotel Tierra Patagônia, e voltei ainda mais apaixonado. Pegamos belos dias, com os maciços rochosos das Torres e dos Cuernos à mostra o tempo todo. Da primeira vez que lá estive, em 2006, volta e meia eles eram cobertos pelas nuvens. Jamais esquecerei a primeira experiência: caminhei por 7 dias no circuito “O” na companhia da fantástica família Nery (Silvério, Jussara, Pedro e Daniel) e do casal Marcelo e Ana – isso depois de 5 dias andando em Chalten, na Patagônia Argentina, também na companhia do amigo Caio Vilela. Em breve, aqui, relatos das duas experiências incríveis.

 
quarta-feira, 1 abril 2015
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Voltei da viagem a África do Sul e Namíbia com uma ótima notícia. Minha reportagem Onças d’Água, publicada na National Geographic de novembro, com fotos do fera Luciano Candisani, foi indicada ao Prêmio Abril de Jornalismo. Ela é uma das quatro concorrentes na categoria Matéria Completa de Ciência e Tecnologia, disputando a estatueta da maior editora de revistas do país com uma matéria da Superinteressante e duas da Info. A revelação do vencedor acontece no dia 7 de abril no Sesc Pinheiros, em um cerimônia cheia de pompa. Já concorri e venci outras vezes. A mais marcante foi quando levei o primeiro lugar na categoria Melhor Reportagem de 2007 (foto): na ocasião, publiquei pela Superinteressante a matéria Um Mudkó caiu do Céu, sobre a visão dos índios caiapó sobre a queda do avião da Gol em suas terras. Que venha outro troféu em forma de árvore para casa.

ADENDO EM 8 DE ABRIL: Não foi dessa vez. Ganhou uma matéria da Info. Mas foi legal concorrer pela única matéria que fiz pra Abril em 2014. ;-)

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segunda-feira, 9 março 2015
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No último mês tive o privilégio de participar de um workshop de fotografia de viagem bem legal. Aconteceu no Madalena Centro de Estudos da Imagem, e teve como mestre o Haroldo Castro, um dos mais rodados viajantes que conheço. Jornalista e fotógrafo talentoso e experiente, o Haroldo misturou esse background profissional com a paixão pela estrada e criou a Viajologia, uma agência que organiza jornadas para destinos exóticos como a Etiópia e Mongólia. Foi o Haroldo, por sinal, quem forneceu algumas imagens para minha reportagem sobre Etiópia no Estadão. No curso da Vila Madalena, ele orientou a mim e a outros amantes da foto a registrar, com olhar de estrangeiro, a Feira da Liberdade. O resultado foi publicado em dois posts da coluna dele na Revista Época – um sobre o lado oriental e outro sobre a porção ocidental da feira. Confira as fotos.

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quarta-feira, 25 fevereiro 2015
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Há mais de 20 anos entrevisto pessoas. Recentemente, as posições têm se invertido e as pessoas também me entrevistam, como aconteceu há pouco tempo para a Revista e o Portal Imprensa, especializados em jornalismo e comunicação. A repórter Gabriela Ferigato e os colegas de sua equipe prepararam uma vasta edição especial intitulada O Turismo em pauta no Brasil, que mapeia a profissionalização desse mercado, a carreira de travel writer, o fenômeno dos blogs. Meu depoimento – com foto e tudo, para orgulho da mamãe – aparece no quadro “O leitor deve embarcar na viagem”, com depoimento também do Zizo Asnis, dos guias O Viajante. A série de matérias inclui ainda entrevistas com feras da área como o Ricardo Freire, do Viaje na Viagem, e Seth Kugel, do The New York Times. Para entender melhor esse universo, cliquem aqui.

 
sexta-feira, 30 janeiro 2015
Boneco do Homem-Aranha queima em fogueira de ano novo na Ilha de São Cristóvão, em Galápagos (foto samesamephoto)

Depois de passar o pré-Natal curtindo o frio e o charme de Berlim e Viena, alterei radicalmente a bússola e o termômetro e fui passar Natal e réveillon no calor dos trópicos – mais exatamente sob a Linha do Equador. Minha primeira vez no país que dá nome à linha imaginária que divide o planeta ao meio acabou virando uma sensacional viagem de 26 dias, sendo a primeira semana dedicada a explorar o continente equatoriano e os últimos 19 dias só em Galápagos. Eu ainda vou falar bastante aqui sobre minha imersão na natureza galapagueña. Mas antes eu preciso contar como é legal curtir as festividades de fim de ano por lá – especialmente para alguém fascinado por diferença cultural como eu. Me refiro às procissões de rua chamadas Pases del Niño, no período natalino, e, no dia 31 de dezembro, à queima dos bonecos de Ano Velho e ao choro dos homens travestidos de viúvas – uma tradição curiosíssima e divertida que só existe no Equador.

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domingo, 16 novembro 2014
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Essa eu preciso compartilhar no calor da emoção. Tive sexta-feira, 14 de novembro, uma das experiências mais espetaculares nesses 10 dias de viagem-surpresa à Nova Zelândia: cheguei à boca da cratera do Whakaari, vulcão mais ativo do país, em White Island. Vai ser difícil, mas vou tentar descrever em palavras.

 

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Foi assim: estava em Rotorua, no centro da ilha norte do país, conhecida como a capital da fascinante cultura maori. Isolada no Pacífico a meia hora de vôo desde o heliponto onde embarquei, no Solitaire Lodge (o hotel que me hospedeu, integrante da rede Small Luxury Hotels of the World), a “Ilha Branca” foi assim batizada pelo navegador britânico James Cook, em 1769.

 

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O nome surgiu por causa da fumaça branca que não para de ser jogada dessa montanha verde, cheia de pássaros brancos nas rochas à beira do azulão do Pacífico. Para quem já tinha se sentido privilegiado por ter sobrevoado o vulcão Bardarbunga, da Islândia, em setembro, ter a chance de sobrevoar um vulcão de novo já tinha soado como sorte demais pra uma pessoa só. E não é que a experiência foi ainda mais fascinante?

Calma, Islândia, te amo e pra sempre vou te amar.

Mas na Nova Zelândia o acesso ao vulcão foi de helicóptero (e não de teco-teco, que tem limitações de manobras, como lá no Atlântico Norte). E, além de ver apenas do alto a vida brotando fumegante, eu pude pousar e caminhar na cratera. É ou não é pra se apaixonar?

 

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Aprendi com os maori da Nova Zelândia que a poligamia não tem nada de errado, e por isso assumo a Nova Zelândia como um novo amor – sem desmerecer os anteriores. Com motivos: em White Island, basta o helicóptero pousar para que a pessoa comece a andar em um solo por vezes fofo e que mistura cores como o amarelo do enxofre (dizem que derrete solas de tênis e prejudica lentes de câmeras), o cinza das pedras pomo, o preto da areia vulcânica da praia e um degradê do laranja ao branco que passa, acreditem, pelo verde de dentro da cratera.

 

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Sim, diferente do Bardarbunga islandês, que cuspia sua lava vermelha nas alturas do glaciar branco sem fim, o primo kiwi borbulhava uma mistura de água verde da chuva, lama cinza e solo pedregoso em meio a muita fumaça mal-cheirosa. Tivemos de usar máscaras para amenizar o desconforto do odor de enxofre – além de capacete para a eventualidade de o Sr. Whakaari cuspir alguma pedregulho na gente com a raiva que os maori dançam sua temida haka (quem já viu a performance do time de rugby neozelandês All Blacks sabe do que estou falando).

 

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Segundo o Jason, piloto da Volcanic Air e nosso guia, o magma está debaixo daquele lago assustador e só vai ser jorrado pra fora em uma eventual erupção. Enquanto isso não acontece, o Whakaari fica ali, dando show, e com fama de ser talvez o mais acessível vulcão ativo do planeta.

 

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Ficamos ali uma horinha, tocando em lindos pedaços de pedra amarela brilhante, deslumbrados com a beleza surreal do planeta, vendo os restos da mineradora que tentou extrair enxofre dali em 1914, há exatos 100 anos. E, pela segunda vez em dois meses, me comovi com a vida na Terra nascendo quente e visceral justamente ali, bem debaixo dos meus pés.

 

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Código de ética Same Same: viajei a convite do Turismo da Nova Zelândia.

Tanto as passagens aéreas quantos os hotéis, passeios e restaurantes foram patrocinados por eles.

 
 

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