Todas as pessoas do mundo deveriam conhecer o Grand Canyon. Nem que fosse por um dia na vida, só para acompanhar a rotina curiosa de um vilarejo no meio do deserto do Estado do Arizona, no sudoeste dos Estados Unidos, em sua reverência à natureza fascinante do lugar. Noite ainda, por volta das 5 da manhã, grupos de viajantes deixam seus hotéis e acampamentos na Vila do Grand Canyon e seguem para o alto dos paredões. Vão observar um nascer do sol especial, em que os primeiros raios são jogados num buraco gigantesco onde os cânions foram cavados dentro de outros cânions, milhões de anos atrás. Suas cores variam em tons de vermelho, amarelo e verde à medida que são banhados pela luz. Silêncio, contemplação. Aqui, a natureza é tão grandiosa que faz todo mundo se entender como uma parte minúscula de um universo imenso e intrigantemente belo.

“As pessoas ficam assim fascinadas porque esse é um lugar sagrado”, diz, em tom de segredo, a sempre sorridente guarda-florestal Phyllis Yoyetewa, uma gordinha de 40 anos que trabalha no centro de visitantes da vila. Yoyetewa é uma autêntica nativa norte-americana, de olhos puxados, pele morena e cabelos negros escorridos até a cintura, que trabalha há dezessete anos no Parque Nacional do Grand Canyon. Poucos dos 2500 habitantes da vila, base para quem visita os principais mirantes do lugar, nas bordas Sul, Leste e Oeste, conhecem as preciosidades do Grand Canyon como essa descendente direta dos hopis, uma das sete tribos que já habitaram o Grand Canyon. “Para minha gente, todas as pessoas desceram para esse mundo por um buraco no céu que fica bem acima do Grand Canyon”, conta ela. “É para o Canyon que os espíritos das pessoas seguem quando elas morrem.”

Sagrado para índios nativos e deslumbrante para brancos de todas as partes do mundo, o Grand Canyon ganhou o título de uma das sete maravilhas naturais do mundo por ser o exemplo mais gritante do poder da erosão em forma de espetáculo geológico. As cores das dezenas de estratos visíveis em suas rochas surpreendem os geólogos com evidências de formações pré-cambrianas de 2 bilhões de anos, mas o período de formação do cânion é recente para a ciência. Faz apenas 5 milhões de anos que as águas arrasadoras do Rio Colorado cavaram abismos nas rochas daquele deserto. Quem desce dos mirantes e caminha até o rio ou as cachoeiras da Reserva dos Havasupais – última tribo que ainda vive dentro do Grand Canyon, fora dos 4 950 km2 que delimitam o parque – fica marcado para sempre pela imagem desse recanto tão desafiador ao homem.

A experiência de conhecer o Grand Canyon selvagem é tão marcante que tem sido estimulada. Por ser um cenário único no planeta, o parque recebe cada vez mais visitantes – foram 4,5 milhões em 1998. Desde o século XIX, quando os primeiros brancos chegaram ali e descobriram que aquelas reentrâncias indígenas não serviam para ser minas de cobre e amianto, como se pensava, o turismo virou um meio de vida. O parque foi criado para preservar os cânions, em 1919, mas a supervisitação ameaça agredi-lo. O plano de manejo, de 1995, estabeleceu que a visitação deve ser mais ecológica a partir do ano 2000.

Só 1% de aventureiros. Diferentemente do que acontece nos picos do verão americano, em junho e julho, quando a vila fica lotada, espera-se que a partir do ano que vem as pessoas andem menos de carro, caminhem mais e se distribuam por uma área maior. “Queremos que todos tenham tranqüilidade de assistir a um pôr-do-sol e observar os animais em silêncio”, diz Sandra Perl, relações-públicas do parque. Atualmente, menos de 1% dos visitantes se aventura por alguma trilha. Lugares distantes como a Borda Norte, a cinco horas de carro da vila, raramente são visitados.

As proporções do Grand Canyon são assustadoras: 4950 quilômetros quadrados, ou 443 quilômetros de paredões ao longo do Colorado. A largura do menor dos cânions, o belo Marble Canyon da capa desta edição, avistável na Borda Leste próximo à reserva dos índios navajos, é de 180 metros. Toda a área do parque está dentro do Estado do Arizona, mas suas continuações invadem o Estado de Nevada, no oeste, e os outros três Estados que formam com o Arizona a desértica paisagem das Four Courners, ou Quatro Esquinas americanas: Utah, Colorado e Novo México.

A riqueza arqueológica do Grand Canyon também impressiona. Graças a 3500 itens encontrados em apenas 3% do parque, como pequenos cavalos de madeira feitos de ossos e gravetos, já se sabe que a presença humana data de muito antes da descoberta da América pelos brancos espanhóis, no século XV. Os primeiros povos do Grand Canyon, chamados de anasazis e cohoninas, estiveram ali há 10000 anos e são os antepassados diretos dos hopis, a tribo da guarda-florestal Yoyetewa. Os chamados Pueblos – ruínas de pequenas casas onde esses índios viviam e guardavam as produções de milho, feijão e abóbora – podem ser vistos até hoje no Museu Tusayan, na Borda Leste, e nas ruínas que ficam ao lado do Rancho Fantasma, para onde seguem os aventureiros do Grand Canyon. Só quem desce até o fundo do Grand Canyon tem idéia de como deve ter sido dura a vida dos primeiros índios.

Falta sombra, e não há de onde extrair água na trilha de South Kaibab, que leva à beira do Rio Colorado. No verão, a temperatura desse ponto semi-árido do Arizona começa em 29 graus, no alto do platô, e esquenta conforme os ventos diminuem no fundo dos paredões. A temperatura média no Rancho Fantasma, como é chamada a vila de dezessete pessoas no final da trilha, é de 40 graus. Neste lugar, o ar é tão seco que o corpo parece não produzir suor nem saliva.

A paisagem da descida faz lembrar os filmes de bangue-bangue: paredes de pedra alaranjada de formas estranhas, cactos, trilhas estreitas de pedra e terra ziguezagueando à beira dos abismos. Quem desce montado nas mulas de aluguel passa mais medo nos cotovelos dos despenhadeiros (e se o cavalo tropeçar?!) mas cansa bem menos as pernas. No caminho, as formas de vida surgem esparsamente: muitos lagartos e esquilos, alguns veados, águias e corvos vez por outra. Raros, mas presentes, são os coiotes, as cobras e os escorpiões. Triste é chegar lá embaixo num dos freqüentes períodos em que o caudaloso Colorado desce barrento por causa das chuvas. Nessas épocas, o banho em seus pequenos afluentes não refresca muito e é preciso ferver ou potabilizar a água antes de bebê-la. Quem tiver feito reservas com antecedência no chamado Phantom Ranch ganha, como recompensa, lugar para comer, dormir e tomar banho.

Considerado um dos mais extensos rios do mundo, o Colorado é uma espécie de pai criador do Grand Canyon, já que foram suas águas que esculpiram esses e outros cânions norte-americanos. Apenas um sexto de seus 2333 quilômetros, porém, passa dentro do Grand Canyon. Nascido nas Montanhas Rochosas do Estado do Colorado, o rio recebe água de sete Estados e deságua no Golfo da Califórnia, já no México. Quando passa ao lado do Rancho Fantasma, ele tem 90 metros de largura e corre com força, trazendo muitos dos grupos que fazem as descidas de rafting a partir da Represa de Glen Canyon, 24 quilômetros a nordeste do parque, na região da cidade de Page. Alguns botes param para descansar próximo ao Rancho Fantasma, num dos intervalos das expedições fluviais que podem durar dias.

Peixes em extinção. A importância do Colorado para o Grand Canyon é tamanha que, nas últimas três décadas, os ecologistas travaram uma guerra contra a Represa de Glen Canyon. Ao ser criada, a barragem alterou as características do rio, controlando seu fluxo. A água ficou mais gelada, as enchentes naturais deixaram de acontecer e os sedimentos trazidos pelas correntezas diminuíram, alterando a rotina dos peixes acostumados com a dança natural do Colorado cânion abaixo. Os estudos que avaliam quanto o ecossistema pode ter sido prejudicado ainda não foram concluídos. Já se sabe, no entanto, que os peixes são as espécies do Grand Canyon mais ameaçadas de extinção. A outra ameaça vem do ar. A poluição por dióxido de enxofre dos centros urbanos das cidades próximas tem prejudicado, cada vez mais, a visibilidade do horizonte dos cânions a partir dos mirantes.

No fundo do Grand Canyon só se enxerga um céu muito azul, durante o dia, e totalmente estrelado, quando a noite se aprofunda. Um quadro preparado pelos guarda-parques deixa sempre exposto o desenho das estrelas a cada mês, para que os vitoriosos possam divertir-se à noite, deitados no gramado. Pouca gente agüenta ficar no forno que é o Rancho Fantasma por mais de duas noites. A partir dali, um caminho pode levar para a Borda Norte, pela trilha de North Kaibab. Outro, mais comum, segue para a Borda Sul, pela trilha de Bright Angel. Mais uma vez, o ritual das pessoas caminhando antes do nascer do sol se repete. No caso das trilhas, o objetivo é andar o maior tempo possível sem enfrentar o sol a pino.

De tão íngreme, a metade final da Bright Angel, antes da chegada ao centro histórico da Vila do Grand Canyon, parece um ensaio da subida ao purgatório. Incrível é que os funcionários do Rancho Fantasma repetem aquelas trilhas a cada dez dias. Isso porque só há duas outras maneiras de descer até a beira do rio: de mula ou de helicóptero. Os vôos são a única alternativa para carregar cargas que as mulas não agüentam.

De acesso tão difícil quanto o Rancho Fantasma é a Reserva dos Havasupais. É preciso dirigir pelo menos três horas desde a Vila do Grand Canyon até o Alto da Colina dos Hualapais. Fica ali um estacionamento e um trailer, que serve de escritório para um índio solitário que organiza as descidas a cavalo. No final da trilha de 12,8 quilômetros até a Vila Supai moram 450 dos 650 membros que restaram da última tribo que ainda vive isolada dentro do Grand Canyon. As outras comunidades indígenas que ficam nos limites do parque estão na parte alta dos paredões. A Vila Supai é formada por pequenas fazendas de casebres de madeira, um restaurante, um hotelzinho e um camping. Há ainda uma igreja evangélica, onde o casal de missionários Scott e Lynanne Palmer tem dedicado os últimos vinte anos de suas pregações para traduzir o Novo Testamento da Bíblia para a complicada língua havasupai.

Arredios a câmeras fotográficas e bem reticentes antes de qualquer aproximação, os havasupais conversam entre si na própria língua. São ressentidos porque a reserva criada para eles pelo governo norte-americano, em 1882, só lhes deixou uma parte mínima da área original. “Perdemos até a nossa montanha sagrada”, lamenta Jerry Wescogame, 57 anos, que toma conta do único camping da vila. Jerry é um dos raros índios que se dispõem a conversar. “A montanha era o lugar de nossas cerimônias, que hoje não acontecem mais.” Além da festa dedicada à colheita do pêssego, em agosto, os únicos eventos tradicionais mantidos pelos havasupais são as sessões de cura, que acontecem em casebres fechados e cheios de vapor, tão quentes quanto as saunas.

Os havasupais assimilam cada vez mais a cultura dos brancos. Os jovens vestem camisetas dos times de basquete, ouvem rap, fazem rodas de rodeio e grafitam as paredes da única escola local – onde se aprende tudo em inglês e em havasupai. Os mais velhos se orgulham de sua língua, de sua terra, de hábitos tradicionais como o de nunca dizer tchau. “O Grande Canyon é nossa casa”, diz Jerry. Até hoje, os paredões de vegetação baixa e seca dos arredores de Supai são cenário da busca dos cavaleiros por bichos de caça, como o veado e o carneiro montês. Além da caça e da agropecuária, a pobre economia do lugar é sustentada pelo ecoturismo crescente: muitas famílias vivem de trocados recebidos para orientar os visitantes na viagem a cavalo do Alto da Colina até a vila da tribo.

Voar é para as aves. Assim como no Rancho Fantasma, as formas de acesso de visitantes e de carga ao enorme corredor abafado da Vila Supai se restringem a caminhadas, cavalgadas e vôos de helicóptero. São só dez minutos de vôo até o Alto da Colina, mas que oferecem um visual impressionante. Os índios, no entanto, não são chegados às hélices. “Na única vez em que voei, passei mal e vomitei”, conta Clayton Watahomigie, 45 anos, um índio caladão que trabalha com Jerry no camping. “Voar é para os pássaros”, conta. Watahomigie prefere usar as próprias pernas para chegar, com seus filhos, às quatro cachoeiras mais belas do Grand Canyon, que ficam 4 quilômetros ao sul da vila e deságuam no Rio Colorado. A mais bela é a Mooney Falls, com 60 metros de altura, acessível por uma trilha bela e perigosa. Num desfiladeiro onde foi colocado um cabo de aço para segurança, passa-se até por uma caverna para chegar à beira do riacho. Suas águas em tons de verde e azul deram origem à palavra havasupai, que significa povo das águas verde-azuladas. Um banho ali – antes, durante ou depois de mais um nascer ou pôr-do-sol inesquecível – recompensa pela trajetória dura de quem se aventurou a conhecer as raízes mais profundas e marcantes do Grand Canyon.

 

AS MELHORES TRILHAS DO ARIZONA

Apenas 52,8 dos 800 quilômetros de trilhas do Grand Canyon são abertos aos visitantes, em caminhos já bem pisados. E ninguém pode dizer que experimentou a imensidão da maior riqueza do Arizona se não tiver percorrido pelo menos algumas delas. Destacamos em vermelho, ao lado, as sete principais trilhas, com detalhes das três mais desafiadoras, que ligam as bordas ao Rancho Fantasma, no fundo do cânion. Em todas, é impreterível que se leve muita água, alimentos energéticos e quase nenhum peso. O parque nacional é cercado pelos pinheiros da gigantesca Floresta Nacional de Kaibab, ao norte e ao sul, e por três áreas indígenas, como se vê no mapa abaixo. A reserva dos navajos, maior tribo norte-americana, fica no leste e protege também o território dos hopis. A dos hualapais beira os paredões do sudoeste, enquanto a dos havasupais avança ao fundo do cânion no centro-sul.

BRIGHT ANGEL – 12,4 km

Feita em sete horas, é mais usada por quem sobe do Rio Colorado ao alto da Borda Sul, no centro histórico da Vila do Grand Canyon. A primeira metade é sombreada e embelezada pelo rio. Há até dois pontos para beber água. A última parte é exaustiva, com uma longa e íngreme subida em ziguezague.

SOUTH KAIBAB – 9,7 km

Usada freqüentemente por quem desce ao Rio Colorado, a trilha parte do Yaki Point, na Borda Leste, não oferece água nem sombra e é percorrida em pelo menos quatro horas. Com ladeiras íngremes de chão de pedra e terra, exige bastante das pernas, que têm que controlar o peso do corpo.

NORTH KAIBAB – 23,3 km

Longa e cansativa, liga o Rancho Fantasma à isolada Borda Norte. Os mais preparados usam-na como parte da travessia de 34 quilômetros desde a Borda Norte, com suas cachoeiras, ao alto dos paredões no outro lado do rio, nas bordas Sul e Leste, pelas trilhas de South Kaibab e Bright Angel.

 

UM CAMINHO ALTERNATIVO PELA ROTA 66

Mais lendária das rodovias norte-americanas, a Rota 66 beira o Grand Canyon em parte do caminho de 320 quilômetros que liga o portão principal do parque à reserva dos índios havasupais. A fama da primeira estrada dos Estados Unidos que interligou as costas do Atlântico e do Pacífico nasceu das viagens de sonho até a Califórnia, feitas depois da Depressão americana da década de 30, e das aventuras de hippies e de motoqueiros depois dos anos 50. Com o crescimento de outras vias, a highway foi abandonada. Os 50 quilômetros que passam por Williams e Seligman, ladeados por imensas planícies e por uma velha estrada de ferro, fazem parte do raro trecho da 66 que preserva sua memória. E adiciona um molho especial ao Grand Canyon.

 

O VER E O VIVER

Há um abismo do tamanho do Grand Canyon separando a experiência de vê-lo da sensação de vivê-lo. Quem observa a seqüência de cânions mais famosos do planeta a partir dos mirantes se emociona e se cala diante de tamanha grandeza. Quem, porém, caminha até seu fundo, conhece a força do Rio Colorado, visita a última tribo de índios e se deslumbra com os 60 metros de altura da Mooney Falls (foto). E volta marcado para sempre pela beleza de um dos recantos mais desafiadores que o homem já conheceu.

 

O VIVER E O MORRER

O encantamento desse lugar cheio de lendas atrai os amantes da natureza até a beira de seus abismos. Em locais como a Borda Leste (foto da esquerda), os desfiladeiros medem 1600 metros até o fundo, numa altitude de 2400 metros acima do nível do mar. O desmoronamento de caminhos tortuosos como a trilha de South Kaibab (à direita), no entanto, já matou muitos desbravadores do passado. Ainda em 1998, dezessete pessoas morreram supreendidas pela imprevisibilidade da mesma natureza que enche o lugar de vida.

 

COMO SE PREPARAR

Nos Estados Unidos, as viagens são programadas com um ano de antecedência. Para encontrar vagas e pagar menos deve-se reservar tudo antes, com cartão de crédito internacional. Pela internet, a melhor opção, acesse o site www.thecanyon.com/nps Por telefone, ligue para (00211) 602 638-2401 para reservas no parque. Para ir à Reserva dos Havasupais, ligue para 602 448-2111.

COMO CHEGAR

A rota mais fácil para quem parte do Brasil é via Los Angeles, no sul da Califórnia. De lá siga para Las Vegas, no Estado vizinho de Nevada. Um último vôo, da Scenic, leva passageiros até o pequeno Aeroporto de Grand Canyon, em Tusayan, com direito a vista panorâmica sobre os cânions. Quem preferir a viagem de carro vai rodar 919 quilômetros desde L.A. até o parque, ou 447 quilômetros desde Las Vegas. A partir de Phoenix, já no Arizona, que também tem aeroporto, a viagem percorre 362 quilômetros. Dá para chegar também por Flagstaff, a 129 quilômetros. Todas as estradas são bem asfaltadas, mas faltam placas em algumas delas. No centro de visitantes da vila pode-se conseguir mapas e todo tipo de informação.

QUANDO IR

A temperatura é mais agradável entre março e outubro, mas nos meses de junho e julho, no verão americano, tudo lota. No final do ano, a neve diferencia as paisagens mas impede as caminhadas. Melhor evitar.

ONDE VER O SOL

O sol se exibe em dois espetáculos diários na Vila do Grand Canyon. Os bons mirantes para ver o pôr-do-sol, porém, não são os mesmos onde se fotografa seu nascer.

AMANHECER

Mather, Yaki, Yavapai, Lipan

ENTARDECER

Hopi, Mojave, Pima, Desert View

COMO CIRCULAR

Os mirantes das bordas Sul, Leste e Oeste ficam na Vila do Grand Canyon e são acessíveis de carro ou em ônibus circulares. Na Borda Norte só se chega de carro ou andando muito. Além das duras caminhadas, é possível conhecer as profundezas do Grand Canyon num rafting no Rio Colorado (acima à esquerda), que pode durar de três dias a um mês, em sobrevôos de helicóptero na Borda Leste e na Reserva dos Havasupais (foto do meio) e em lombo de mula e cavalo (à esquerda).

ONDE FICAR

Dentro do parque, na Vila do Grand Canyon, há três campings e seis hotéis — os dois mais baratos são o Yavapai Lodge e o Maswik Lodge, de US$ 80. Outros oito hotéis, como o Moqui Lodge (foto), e três campings ficam em Tusayan. No Rancho Fantasma, vale a pena pagar pelo único alojamento, só para não ter que carregar a barraca. Para acampar dentro do parque é preciso uma autorização especial na vila. Quem visitar a Reserva dos Havasupais só contará com um alojamento e um belo camping (foto), entre paredões estreitos, ao lado do rio e das cachoeiras.

COMO GASTAR MENOS

O Grand Canyon é um lugar caro. Pelo menos para os viajantes que preferem os hotéis e vão gastar em diárias no mínimo US$ 80. É possível, porém, fazer uma viagem econômica acampando por diárias de US$ 10. Levar a barraca facilita na hora de conseguir um lugar para dormir sem reserva antecipada. Alto também é o preço cobrado pelas duas locadoras de carros em Tusayan, cidadezinha que tem até McDonald’s e fica a 6,5 quilômetros da entrada principal do parque. Tanto a Enterprise quanto a Dolar cobram cerca de US$ 50 a diária. Quem alugar em outras cidades pagará até US$ 20 a menos.

DICA DO AUTOR

“Apesar da boa infra-estrutura do parque, não esqueça que o Grand Canyon está em pleno Deserto do Arizona. Mercados e postos de gasolina parecem miragens, principalmente nas viagens de carro até a Borda Norte e a Reserva dos Havasupais. Melhor se abastecer sempre.”

Daniel Nunes Gonçalves

 
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Publicado em:
Revista Os Caminhos da Terra

Edição:
90

Data:
10/1999

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