COMO TODOS OS GRANDES VIAJANTES, EU TENHO VISTO MAIS DO QUE ME LEMBRO, E ME LEMBRO MAIS DO QUE TENHO VISTO.

 

Essper George, personagem de Benjamin Disraeli no romance Vivian Grey (1826)

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O blog do Same Same traz relatos dos bastidores das reportagens reproduzidas neste site portfolio. São pequenas histórias que não foram contadas nas revistas em que foram publicadas.
 
terça-feira, 1 dezembro 2015

O ano de 2015 vai ficar marcado para mim como o ano em que o Sarau do Viajante ganhou o mundo. Dez anos depois dos primeiros encontros que eu fazia lá em casa, com amigos, ao retornar de viagens marcantes, vejo o Sarau atingir a maturidade. Agora, crescido, ele deixa de acontecer no ambiente da vila onde moro para ser um evento itinerante, temático, sustentável e aberto também para histórias de outros viajantes . A essência continua a mesma: trata-se de um encontro de amantes da viagem, da gastronomia e da cultura para compartilhar relatos e projeções de fotos de viagens, comendo e bebendo coisas gostosas do destino-tema e tendo acesso a performances artísticas inspiradas nesse lugar.

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Os novos rumos do Sarau do Viajante foram tomados depois que fiz, em maio, um curso de empreendedorismo do Sebrae chamado Empretec. Motivado a encontrar novas plataformas para compartilhar minhas experiências na estrada – em tempos em que a mídia impressa anda cambaleante –, decidi investir nessa boa ideia. Primeiro, me associei a outros viajantes apaixonados que sempre estiveram comigo nessa década de Saraus feitos na Vila Ângela paulistana. O Sarau hoje é de quatro pessoas. Também recém-saídos do Empretec vieram minha amiga Fabiana Zanni, ex-colega dos nossos longos anos de Editora Abril, e meu irmão Renato Nunes, tão compulsivo pra desbravar o mundo quanto eu. A quarta integrante é a Andréa D’Amato, fotógrafa com quem mais viajei na vida.

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A estreia do Sarau em versão 2.0 aconteceu em 5 de outubro no Museu da Casa Brasileira. Teve como tema a Nova Zelândia, para onde eu tinha viajado em dezembro de 2014, e reuniu cento e tantos viajantes para provar o menu da chef Morena Leite, assistir às apresentações da cantora Ria Hall e de um grupo de maori do Te Puia, centro cultural de Rotorua (principal polo dos maori na Nova Zelândia). O DJ Tamenpi apresentou seu recém-lançado LP Sounds of New Zealand, além de contar histórias das suas viagens anuais ao país.

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Eu também compartilhei a vivência que tive em dezembro, e o terceiro talker foi Karl Johnstone, líder maori que divulga sua cultura mundo afora e trouxe uma exposição de arte do seu povo para o Rio em outubro. A mestra de cerimônias era a Adriana Couto, host do Metrópolis, da TV Cultura. Tudo isso com dois patrocinadores e quatro empresas apoiadoras, como dá para conferir no site e em nossas redes sociais de Facebook, Instagram e Youtube.

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O mais legal da nova fase do Sarau do Viajante é que o evento não perdeu sua alma. É claro que ele não é mais apenas uma reunião informal de 35 ou 40 viajantes que se juntam no lounge que eu improvisava em frente de casa, na área livre da vila dos anos 1940 onde moro no bairro da Barra Funda. Mas aquela aura de encontro feliz de gente que acredita que viajar é a coisa mais legal do mundo foi preservada. Descobri vários outros viajantes da mesma tribo no Sarau da Nova Zelândia. E assim será na série de Saraus já planejados para 2016. Em fevereiro já tem um confirmado. Quer acompanhar? Então siga o Sarau do Viajante e participe dos próximos encontros.

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