Livro sobre Rio Amazonas está impresso

De todas as dicas que recebi de Adriano Fagundes durante as três viagens que compartilhamos em 2013 para produzir o livro Dos Andes ao Atlântico, Uma Viagem pelo Rio Amazonas – que se somaram a outras nove que ele havia encarado desde 1996 –, a mais valiosa foi a de visitar o barco horas antes do embarque. Aquele era o momento de escolher bem o lugar onde suspender nossas redes, se possível em meio à ventilação no centro do segundo andar, dando os nós a uma altura que permitisse mirar o horizonte e a uma distância confortável da cozinha, do banheiro e do motor.

Mais tarde, quando estávamos na proa vendo a embarcação zarpar para mais uma jornada (sempre que possível, tomando um sorvete de açaí, de castanha ou de taperebá), viajávamos com a certeza de termos nossos postos avançados de observação bem posicionados para o foco de nossa missão: retratar as mil facetas humanas que povoam o Rio Amazonas.

 

Amazonas sunset

 

Suspensos e embalados, ao longo de horas, pelo fluir do maior dos rios, mergulhávamos na realidade daqueles rostos que se destacavam no emaranhado de redes coloridas ao nosso redor. Entre cada partida e chegada, conheceríamos diferentes rotinas das pessoas tanto em seus ofícios quanto na intimidade de seus lares. Dos Andes à fronteira do Peru, cruzando a floresta do Amazonas ao Pará e no leito rumo ao Atlântico, recebemos abrigo em casas de caboclos, de índios, de quilombolas, e fomos amavelmente socorridos quando tivemos o jipe ou a voadeira quebrados. Comemos muito açaí, peixe, farinha.

 

Peru-3957

 

E, para amenizar o úmido calor amazônico, sucos e sorvetes das mais saborosas frutas. Ao final, tivemos certeza de que, como comprova o caldeirão cultural formado pelo redário de cada barco e retratado no livro com lançamento previsto para janeiro de 2014, nada traduz melhor o Rio Amazonas do que sua gente.

 

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